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Ataque à Embaixada dos EUA no Iraque não foi reivindicado por nenhum movimento

© AP Photo / Hadi MizbanPoliciais na área conhecida como Zona Verde em Bagdá, considerada a área mais segura da cidade. Iraque, 8 de janeiro de 2023
Policiais na área conhecida como Zona Verde em Bagdá, considerada a área mais segura da cidade. Iraque, 8 de janeiro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 08.12.2023
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A escalada do conflito na Faixa de Gaza, que já provocou a morte de quase 18 mil palestinos pelas Forças de Defesa de Israel (FDI), voltou a provocar reações contra o principal fiador do país no conflito: os Estados Unidos. Nesta sexta-feira (8), a Embaixada norte-americana em Bagdá, capital do Iraque, foi alvo de ataques de foguetes.
"Um ataque com múltiplos foguetes foi lançado contra as forças dos EUA e da coalizão nas proximidades da União III e do complexo da Embaixada em Bagdá", afirmou um oficial dos EUA, sem relatos de vítimas ou danos, à AFP. Até o momento, o ataque não foi reivindicado por nenhum movimento.
Os Estados Unidos lideram uma coalizão internacional no Iraque e na Síria contra grupos radicais que atuam no Oriente Médio. Conforme o comunicado divulgado por Washington, duas salvas de foguetes foram disparadas contra a referida embaixada, que fica na Zona Verde de Bagdá, região fortificada mais segura da cidade.
"Indicações são de que os ataques foram iniciados por milícias alinhadas ao Irã", disse um porta-voz norte-americano, que pediu que o governo iraquiano dê garantias para proteger diplomatas e funcionários da Embaixada.
Desde outubro, quando foi iniciado o conflito em Gaza, dezenas de ataques com drones ou foguetes foram direcionados para prédios controlados pelos Estados Unidos, principalmente no Iraque e na Síria. Porém, esse foi o primeiro contra uma embaixada do país no Oriente Médio.
Só no Iraque, os EUA contam com cerca de 2,5 mil militares e outros 900 no território sírio, sob a justificativa de combater o ressurgimento do Estado Islâmico (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países). A maior parte dos ataques contra alvos do país foi reivindicada pela Resistência Islâmica.
Cerca de 130 soldados do Batalhão de Apoio de Sustentação da 87ª Divisão do Exército dos EUA, Brigada de Apoio da 3ª Divisão, esperam para embarcar no campo de aviação do exército Hunter em Savannah, Geórgia. EUA, 11 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 27.11.2023
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Ameaça da estabilidade

Já a Missão das Nações Unidas de Assistência ao Iraque (UNAMI, na sigla em inglês) alertou sobre as consequências dos ataques. "O Iraque não pode se dar ao luxo de ser arrastado para um conflito mais amplo, o que ameaçaria a estabilidade conquistada com dificuldade e os progressos feitos até agora", disse na rede social X (antigo Twitter).
Em Arbil, no norte do Iraque, um drone explosivo atingiu também nesta sexta um prédio civil e não causou vítimas. No último fim de semana, um oficial militar dos EUA disse que um "ataque de autodefesa" foi realizado no norte do Iraque contra um local de lançamento de drones nas proximidades de Kirkuk. Já na quarta (6), um oficial militar dos EUA disse que um drone tinha como alvo tropas ocidentais na Base Aérea de Ain al-Asad, no oeste do Iraque, também sem mortos ou feridos.
Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, que, além das mortes, já deixou 80% dos 2,3 milhões de habitantes do território sem casa, pelo menos 78 ataques contra as Forças Armadas dos EUA foram registrados no Iraque e na Síria.
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