Panorama internacional

Putin: Rússia está fazendo de tudo para ajudar reféns desde a escalada do conflito em Gaza

A Rússia está fazendo tudo o que está ao seu alcance para apoiar as pessoas feitas reféns pelo grupo palestino Hamas, afirmou nesta quarta-feira (7) o presidente russo, Vladimir Putin, em reunião com o rabino-chefe do país, Berl Lazar, e o líder da Federação das Comunidades Judaicas da Rússia, Alexander Boroda, no Kremlin.
Sputnik
"Após a escalada da situação no Oriente Médio, a Rússia está fazendo de tudo para ajudar as pessoas feitas reféns", declarou Putin.
Segundo ele, Moscou está atenta não apenas aos cidadãos da Rússia, mas também aos de outros países, e buscando apoiar, em particular, os idosos e suas famílias que sobreviveram ao Holocausto.
Ele especificou que o Ministério das Relações Exteriores russo atua por meio da ala política do movimento palestino Hamas e já obteve "resultados", embora tenha destacado a importância de continuar a trabalhar nessa direção.
Mais cedo, o Estado de Israel recusou uma nova oferta de trégua temporária com o Hamas. Mediado pelo Catar, o acordo de cessar-fogo previa uma paralisação de 40 dias nas atividades militares na Faixa de Gaza e nova troca de reféns.
A fala de Netanyahu foi feita durante uma coletiva de imprensa, na qual detalhou o desejo de Israel de alcançar uma vitória total no conflito contra o Hamas. "Alcançar os objetivos da guerra é uma questão de meses, e não há como recuar da vitória", disse o premiê.
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Faixa de Gaza: Hamas pede interrupção dos combates para libertar reféns
O conflito entre Israel e o Hamas, que começou em 7 de outubro de 2023, já matou quase 28 mil palestinos e feriu 67.147, segundo números do enclave.
O grupo Hamas causou cerca de 1,1 mil mortes e feriu mais de 5,5 mil israelenses, além de capturar 253 reféns.
Em retaliação, Israel declarou guerra ao Hamas e iniciou ataques maciços contra instalações civis e outras em Gaza, ao mesmo tempo que impôs um bloqueio total ao enclave palestino, cortando o fornecimento de água, alimentos, medicamentos, eletricidade e combustível. Em 27 de outubro, Israel lançou uma incursão terrestre em larga escala na Faixa de Gaza.
De 24 de novembro a 1º de dezembro, durante uma trégua humanitária acordada com a mediação conjunta do Catar, do Egito e dos Estados Unidos, 80 reféns israelenses do Hamas foram trocados, principalmente mulheres e crianças, por 240 prisioneiros palestinos.
Além disso, as milícias palestinas libertaram quase 30 reféns, principalmente tailandeses residentes em Israel. Cerca de 136 reféns ainda estão detidos em Gaza.
Com o término da trégua, as operações militares foram retomadas e o fluxo de ajuda humanitária que chegava ao sul do enclave palestino do Egito foi reduzido novamente para um quinto do que Gaza recebia antes da guerra, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).
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