Panorama internacional

Pelo menos 2 mil crianças morreram na Faixa de Gaza durante conflito que já dura 17 dias

Das mais de seis mil pessoas que morreram por conta dos intensos ataques aéreos de Israel contra a Faixa de Gaza, pelo menos duas mil são crianças. É o que mostra balanço da organização sem fins lucrativos Save the Children, divulgado nesta segunda-feira (23). No território da Cisjordânia, foram outras 27 mortes.
Sputnik
"Pelo menos duas mil crianças morreram em Gaza nos últimos 17 dias, e outras 27 morreram na Cisjordânia, enquanto ataques aéreos persistentes reduzem milhares de edifícios na Faixa de Gaza a pilhas de escombros fumegantes", disse a entidade em seu site.
O diretor da Save the Children Palestina, Jason Lee, pediu um cessar-fogo imediato em Gaza, que vive uma crise humanitária sem precedentes. "Apelamos a todas as partes para que tomem medidas imediatas para proteger a vida das crianças e para encorajar a comunidade internacional a apoiar estes esforços. A única maneira de proteger verdadeiramente a vida das crianças é parar esta violência”, declarou.
Área mais populosa da Faixa de Gaza, a região Norte é a mais atingida pelos bombardeios e, na última semana, Israel chegou a determinar uma evacuação de mais de um milhão de pessoas em 24 horas. A medida gerou críticas da comunidade internacional.
Na madrugada de terça-feira (23), ainda noite de segunda no Brasil, pelo menos 28 pessoas morreram na Cidade de Gaza depois que aviões de guerra israelenses dispararam três mísseis contra casas no acampamento Al-Shat e também na cidade de Beit Lahiya. Mulheres e crianças eram a maioria das vítimas.
No domingo (22), cerca de 30 pessoas morreram após o campo de refugiados de Jabalia ser atingido por um ataque aéreo israelense, a maioria também mulheres e crianças. "Trinta corpos, a maioria deles pertencentes a mulheres e crianças, foram recuperados dos escombros de edifícios bombardeados no campo de refugiados de Jabalia, em Gaza, disse uma unidade de defesa civil", disse rede de televisão Al Jazeera.
Mais de 15 mil pessoas ficaram feridas e, segundo a ONU, os hospitais em Gaza estão em colapso. Também faltam insumos básicos e medicamentos por conta dos bloqueios por terra, água e mar. A ajuda humanitária começou no sábado (21) com a chegada de um comboio com 20 caminhões, que além de remédios, também levaram água e alimentos. Porém, são necessários pelo menos 100 por dia.

Conflito já dura 17 dias

Na manhã de 7 de Outubro, Israel sofreu um ataque com foguetes em escala sem precedentes a partir da Faixa de Gaza, anunciada pelo braço militar do movimento palestino Hamas. Depois disso, os combatentes da organização entraram nas zonas fronteiriças no sul de Israel. Mais de 220 pessoas seguem reféns.
Por conta disso, Israel entrou em estado de guerra e os ataques aéreos foram iniciados. Em poucos dias, os militares assumiram o controle de todas as áreas povoadas perto da fronteira com Gaza e realiza bombardeios contra alvos, incluindo civis.
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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia apelou às partes para que cessassem as hostilidades. Para o presidente Vladimir Putin, a resolução da crise no Oriente Médio só é possível com base numa fórmula de "dois estados", já aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU desde 1967.
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