Panorama internacional

Em trânsito entre EUA-Paraguai, vice-presidente taiwanês rebate pressão da China: 'Não recuaremos'

Em escala nos Estados Unidos para seguir ao Paraguai para posse do presidente Santiago Peña, vice-presidente da ilha respondeu à nota da chancelaria chinesa publicada ontem (13) na qual foi classificado como "criador de problemas por completo".
Sputnik
Durante um almoço ontem (13) com apoiadores em Nova York, o vice-presidente taiwanês, William Lai, disse que a ilha "não terá medo nem recuará diante de ameaças autoritárias".

"Se Taiwan está seguro, o mundo está seguro, se o estreito de Taiwan está em paz, então o mundo está em paz [...]. Não importa o quão grande seja a ameaça do autoritarismo, absolutamente não teremos medo nem nos acovardaremos, defenderemos os valores da democracia e da liberdade", disse o vice-presidente citado pela Reuters.

De acordo com a mídia, Lai é favorito para ser o próximo presidente da ilha nas eleições de janeiro, e está nos Estados Unidos para seguir ao Paraguai para a posse de Santiago Peña.
O Paraguai é um dos 13 países a manter laços formais com a ilha, e com a entrada de Peña, tanto o recém-presidente como seu ministro da Economia, Carlos Fernández Valdovinos, já verbalizaram que o país sul-americano quer manter os laços com Taipé, afirmando até que o comércio com China "não é conveniente".
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Taiwan e Washington dizem que as escalas de Lai em território norte-americano, incluindo uma em San Francisco no caminho de volta, são rotineiras, mas Pequim condenou a visita dizendo que ele é um separatista e "criador de problemas por completo", acrescentando que tomará medidas firmes para proteger sua soberania, atraindo uma repreensão de Taipé.

"Lai teimosamente adere à posição separatista da independência de Taiwan e é um encrenqueiro por completo", disse a chancelaria chinesa citada pela mídia.

O MRE ainda afirmou que a razão para o aumento das tensões no estreito de Taiwan é que a ilha está tentando "confiar nos Estados Unidos para buscar a independência" e que "a China está acompanhando de perto os desenvolvimentos e tomará medidas resolutas e vigorosas para defender a soberania nacional e a integridade territorial".
A China considera Taiwan uma das suas províncias dentro da política de Uma Só China, mas que ainda não conseguiu reunificar com o resto do seu território desde o fim da Guerra Civil em 1949. O governo diz ser a favor de uma reunificação pacífica com a ilha, onde moram cerca de 23 milhões de habitantes.
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