Panorama internacional

'Conflito ucraniano deve ser levado como sinal para os africanos', diz chanceler congolês

O conflito na Ucrânia deve ser levado como um sinal para a África renovar os mecanismos de desenvolvimento e se tornar um dos líderes econômicos do mundo, afirmou o ministro das Relações Exteriores da República do Congo, Jean-Claude Gakosso, em entrevista à Sputnik.
Sputnik
Comentando o fornecimento de grãos no contexto da situação na Ucrânia, o ministro observou que em vários países africanos estão tentando usar farinha de mandioca, painço e sorgo para fazer pão.
Assim, ele pediu que os países fossem incentivados a seguir esse caminho e que os governos financiassem a pesquisa e a inovação nessa área.

"O conflito russo-ucraniano deve ser levado como sinal para os africanos reverem os mecanismos de desenvolvimento e acelerarem o crescimento econômico no continente, e no longo prazo transformarem a África em um cluster econômico autossustentável e sustentável", disse Jean-Claude Gakosso.

Na opinião do diplomata congolês, a África está destinada a se tornar um dos principais atores da nova ordem econômica mundial que está sendo formada.
Ao mesmo tempo, de acordo com ele, a comunidade internacional deve apoiar a iniciativa de paz africana para resolver o conflito na Ucrânia.
A iniciativa de paz africana consiste em dez pontos. Eles incluem garantias de segurança, o livre transporte de grãos através do mar Negro, a libertação de prisioneiros de guerra e o início de negociações.

"Não vemos alternativa à paz. Dadas a perda de vidas e a destruição na Ucrânia, a comunidade internacional deve apoiar a iniciativa africana, um dos objetivos é enviar um sinal humanitário positivo", disse o diplomata congolês.

Anteriormente, o presidente russo, Vladimir Putin, enfatizou que um dos pontos da proposta de paz dos países africanos é o cessar-fogo. No entanto, é difícil que isso seja cumprido porque quem está atacando é o regime de Kiev.
Por sua vez, o porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov, disse que a Federação da Rússia preparou o seu projeto após a discussão da situação na Ucrânia na cúpula Rússia-África em São Petersburgo e o entregou à delegação da África do Sul, cujo presidente Cyril Ramaphosa foi um dos patrocinadores da iniciativa.
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