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Movimentos sociais convocam 3ª rodada de protestos na Argentina contra a Lei Omnibus

© AP Photo / Rodrigo AbdManifestantes são reprimidos durante protestos contra medidas do governo Javier Milei. Buenos Aires, Argentina, 1º de fevereiro de 2024
Manifestantes são reprimidos durante protestos contra medidas do governo Javier Milei. Buenos Aires, Argentina, 1º de fevereiro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 02.02.2024
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Movimentos sociais e políticos da Argentina organizam nesta sexta-feira (2) uma nova manifestação em frente ao Congresso do país, em Buenos Aires, no terceiro dia de protestos contra a repressão policial do governo de Javier Milei e o projeto da Lei Omnibus. O texto é debatido pela Câmara de Deputados.
O espaço de coordenação Unidxs por la Cultura convocou um "festival cultural" em frente ao Parlamento, com a participação de vários artistas. Após a repressão policial nos arredores do Congresso nos últimos dois dias, outras organizações convocaram um buzinaço.
Organizações políticas de esquerda, que protestam em frente ao Congresso desde quarta-feira (31) e foram reprimidas pelas forças federais de segurança, vão continuar mobilizadas em rejeição à iniciativa do governo que delega poderes do Legislativo ao presidente, disseram.
A principal central sindical do país criticou o "desdobramento sem precedentes das forças de segurança, que confirma a inviabilidade política do que está se tentando validar" e advertiu que o Executivo, "se continuar insistindo com essas políticas, mais cedo ou mais tarde, inevitavelmente, colherá tempestades".
O governo argentino defendeu a atuação das forças federais, que reprimiram com balas de borracha, gás de pimenta e jatos d'água os manifestantes que protestavam nas proximidades do Congresso. "Em relação aos acontecimentos violentos, quero destacar a titânica força-tarefa, que conseguiu conter os violentos", elogiou o porta-voz presidencial, Manuel Adorni.
Cerca de 20 jornalistas foram feridos por balas de borracha durante a repressão do dia anterior. As forças de segurança também usaram jatos d'água e gás de pimenta para fazer com que os movimentos sociais recuassem, embora não houvesse bloqueio de vias públicas.
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Terceiro dia de debates no Congresso

Enquanto isso, a sessão plenária da Câmara de Deputados continua a terceira rodada de debate parlamentar sobre o projeto da Lei Omnibus, com dezenas de parlamentares que ainda não se pronunciaram, depois que a coalizão governante, La Libertad Avanza, reintegrou seus deputados à lista dos que tomarão a palavra.
O projeto de lei delega poderes do Legislativo ao presidente, a partir de uma declaração de emergência válida por um ano, prorrogável por mais um.
Embora a versão definitiva do texto não seja conhecida — o governo ainda negocia com os blocos opositores —, o rascunho da norma também propõe uma reforma do Estado, com a privatização de 27 empresas públicas, das atuais 41.
O governo de Milei mantém sob a perspectiva de privatização empresas como Aerolíneas Argentinas, a empresa de água AySA, Correo Argentino, Trenes Argentinos, a agência de notícias Télam e a Televisión Pública, gerando resistência entre alguns deputados e governadores.
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A norma prevê também modificações nas regulamentações comerciais, nas disposições de segurança em torno do protesto social e em questões ambientais, com alterações na legislação que protege as florestas e os territórios propensos a incêndios. Caso aprovada, a norma será enviada ao Senado para sanção.
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