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Brasil tem recorde de 100 milhões de trabalhadores ocupados e menor desemprego desde 2015

© Folhapress / Caio RochaCarteira de trabalho com cédulas e moedas de real (imagem ilustrativa)
Carteira de trabalho com cédulas e moedas de real (imagem ilustrativa) - Sputnik Brasil, 1920, 30.11.2023
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta quinta-feira (30) dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que apontam que o Brasil registrou um número recorde de cerca de 100,2 milhões de trabalhadores ocupados desde o início da série histórica do estudo.
Foram mais de 862 mil novas contratações nos últimos três meses, com crescimento de 0,9%. No ano, o crescimento foi de 0,5% (mais 545 mil).
O nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) foi estimado em 57,2%, crescendo 0,4 ponto percentual frente ao trimestre de maio a julho (56,9%) e ficando estável na comparação anual.
A taxa de desocupação (7,6%) no trimestre encerrado em outubro de 2023 recuou -0,3 ponto percentual, frente ao trimestre de maio a julho de 2023 (7,9%), e caiu 0,7 ponto percentual ante o mesmo trimestre móvel de 2022 (8,3%). De acordo com o IBGE, foi a menor taxa desde o trimestre móvel encerrado em fevereiro de 2015.
A taxa da população desocupada (8,3 milhões) recuou 3,1% (menos 261 mil pessoas) no trimestre e 8,5% (menos 763 mil) no ano, sendo a menor desde o trimestre móvel encerrado em abril de 2015.

Carteira assinada

O número de empregos com carteira assinada no setor privado, excluindo trabalhadores domésticos, chegou a 37,4 milhões e foi o maior desde janeiro de 2015. Mais de 587 mil pessoas (+1,6%) foram contratadas no regime CLT nos últimos três meses.
O número de empregados com carteira de trabalho no setor privado (exclusive trabalhadores domésticos) alcançou 37,6 milhões, com alta de 1,7% (mais 620 mil) no trimestre e 2,7% (mais 992 mil) no ano. É o maior contingente desde o trimestre encerrado em junho de 2014. O número de empregados sem carteira no setor privado (13,3 milhões) ficou estável no trimestre e no ano.
A população desalentada, que desiste de procurar emprego, caiu 60% ante o trimestre anterior, chegando a 3,4 milhões de pessoas (menos 220 mil) e 17,7% (menos 741 mil pessoas) no ano. Foi o menor contingente desde o trimestre encerrado em agosto de 2016.
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O número de trabalhadores por conta própria (25,6 milhões de pessoas) cresceu 1,3% (mais 317 mil) frente ao trimestre anterior e ficou estável na comparação anual.
O número de trabalhadores domésticos (5,8 milhões) ficou estável nas duas comparações, assim como o número de empregadores (4,2 milhões) e de empregados no setor público (12,1 milhões).
A taxa de informalidade foi de 39,1% da população ocupada (ou 39,2 milhões de trabalhadores informais) contra 39,2% no trimestre anterior e 39,1% no mesmo trimestre de 2022.

Rendimento

O rendimento médio real do trabalhador foi estimado em R$ 2.999, com alta de 1,7% em relação ao trimestre encerrado em junho, e de 3,9% ante o mesmo período do ano passado. O valor só foi menor do que o do trimestre encerrado em julho de 2020, de R$ 3.152.
O IBGE atribuiu essa evolução à expansão continuada entre ocupados com carteira assinada, que costuma ter rendimentos maiores.
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