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Reino Unido pode enfrentar crise humanitária devido à inflação recorde, diz serviço de saúde

© AFP 2023 / TOLGA AKMENUm cliente carrega suas compras em uma cesta no supermercado Sainsbury's em Walthamstow, leste de Londres, 13 de fevereiro de 2022
Um cliente carrega suas compras em uma cesta no supermercado Sainsbury's em Walthamstow, leste de Londres, 13 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 19.08.2022
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O Reino Unido pode enfrentar uma crise humanitária, já que as pessoas precisam escolher entre refeições e aquecimento de suas casas em meio ao aumento dos preços, disse a Confederação do Serviço Nacional de Saúde (NHS, na sigla em inglês) nesta sexta-feira (19).
"O país está enfrentando uma crise humanitária. Muitas pessoas podem enfrentar a terrível escolha entre pular refeições para aquecer suas casas e ter que viver em condições frias, úmidas e muito desagradáveis. Isso, por sua vez, pode levar a surtos de doenças e enfermidades em todo o país e ampliar as desigualdades na saúde, piorar as chances de vida das crianças e deixar uma cicatriz indelével nas comunidades locais", disse o chefe da Confederação do NHS, Matthew Taylor, em comunicado.
A situação é causada pelo aumento dos preços da energia, diz o comunicado, acrescentando que o Reino Unido já está vendo um aumento de doenças e piora no quadro da saúde.
Sobre a questão, a Confederação do NHS, em nome dos líderes do NHS em todo o país, escreveu uma carta ao chanceler do Tesouro, Nadhim Zahawi, instando o governo a limitar os aumentos de preços e fornecer apoio a pessoas e famílias necessitadas.
"Esses surtos ocorrerão no momento em que o NHS provavelmente passará pelo inverno mais difícil já registrado", adicionou.
De acordo com o comunicado, o NHS está preocupado que a pobreza generalizada de combustível aumente o já alto número de mortes anuais associadas à falta de aquecimento nas casas.
Uma pesquisa do YouGov encomendada pela Times Radio nesta semana descobriu que milhões de britânicos reduziram a alimentação desde que a escassez global de alimentos e o aumento dos custos de energia fizeram com que os preços dos alimentos disparassem no Reino Unido no ritmo mais rápido em quatro décadas. De acordo com os dados, 16% dos entrevistados pulavam refeições regularmente para economizar dinheiro, enquanto quatro em cada dez colocavam alimentos que costumavam comprar de volta na prateleira por motivos financeiros.
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O Times disse que os preços dos alimentos ficaram em segundo lugar depois do transporte como o principal fator por trás do aumento da inflação. Algumas famílias reclamaram que não podiam mais pagar suas compras semanais.
Além disso, nesta semana o prefeito de Londres, Sadiq Khan, expressou preocupação de que o aumento do custo de vida possa levar ao aumento da criminalidade.
"Estou preocupado com um potencial aumento da violência neste verão, à medida que a crise do custo de vida se aprofunda e ameaça reverter o progresso que fizemos no combate aos crimes violentos", disse Khan.
De acordo com o prefeito, mais de 50% dos tiroteios em Londres e quase 25% dos homicídios são cometidos por gangues, então os esquemas de combate às gangues estão sendo aumentados em £ 2 milhões (cerca de R$ 12,3 milhões).
O Escritório de Estatísticas Nacionais do Reino Unido disse que a inflação anual atingiu alta recorde nos últimos 40 anos, subindo de 9,4% em junho para 10,1% em julho. A economia do Reino Unido deve entrar em recessão a partir do quarto trimestre do ano, de acordo com o Banco da Inglaterra.
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