Panorama internacional

Entregar ativos russos congelados à Ucrânia 'quebraria sistema financeiro global', alerta jornalista

Entregar os ativos apreendidos da Rússia à Ucrânia destruiria o sistema financeiro global, disse à Sputnik jornalista Dan Lazare. Ele também alertou que isso seria o equivalente a uma declaração de guerra dos EUA à Rússia.
Sputnik
No final da semana passada, foi noticiado na imprensa norte-americana que alguns republicanos da Câmara dos Representantes dos EUA estariam desenvolvendo um plano para entregar dinheiro à Ucrânia a partir dos 300 bilhões de dólares em ativos russos que foram congelados pelos Estados Unidos após o início da operação especial na Ucrânia.

"É um passo muito perigoso", advertiu Lazare. "É realmente incrível que todo o sistema esteja descendo escada abaixo a grande velocidade […]. [Apreender os ativos russos] assustará a Arábia Saudita e assustará a China. Todo o sistema financeiro global se baseia em uma espécie de conceito legal de cooperação, mas se você quebrar isso, quebrará todo o sistema."

"É uma espécie de declaração, é o alastramento da guerra [e] é uma declaração de guerra pelos EUA contra a Rússia", acrescentou o jornalista.
Panorama internacional
Rússia: sanções dos EUA 'corroem' status do dólar e reforçam divisão artificial do mercado
Lazare recordou que, no ano passado, a administração de Joe Biden se mostrou "triunfante" sobre as conquistas da Ucrânia no campo de batalha, mas desde então as coisas têm se tornado "fortemente negativas".

"As forças ucranianas estão começando a se desintegrar. Acho que a palavra 'desabamento' é provavelmente um termo muito forte neste momento, mas elas certamente estão mostrando a tensão", explicou ele. "Eles estão sem projéteis de artilharia, estão ficando sem outros armamentos e a Rússia está fazendo avanços constantes. Então a questão agora é 'quanto tempo esse processo vai durar até que a Ucrânia quebre?'"

Lazare disse que a situação na Ucrânia tem deixado "muito assustado" o chefe da Casa Branca Joe Biden e que ele "não tem ideia" como contornar o "bloqueio" do Congresso que impede mais ajuda financeira.
Comentar