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Bolsonaro rebate acusações de tramar golpe durante ato em SP

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) encerrou o ato convocado por ele mesmo em São Paulo com um discurso para seus apoiadores na tarde deste domingo (25). Nele, se defendeu das acusações de tramar um golpe de Estado que visava mantê-lo no poder.
Sputnik
Bolsonaro está sob investigação da Polícia Federal na operação Tempus Veritatis. Na última quinta-feira (22), o ex-presidente e seus aliados tiveram que comparecer à PF em Brasília para depor.
Em sua fala, que durou cerca de 20 minutos, Bolsonaro defendeu seu governo, elogiou seus aliados e rebateu as acusações de planejar um golpe de Estado.
"Levo pancada desde antes das eleições de 2018, passei quatro anos perseguido também enquanto presidente da República e essa perseguição aumentou sua força quanto deixei a presidência da República", iniciou sua defesa o ex-presidente.
Segundo Bolsonaro, a minuta encontrada, na qual foi descrito um passo a passo para supostamente impedir o mandato do então presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, não pode ser prova de tentativa de golpe uma vez que seria um instrumento constitucional.

"Agora o golpe é porque tem uma minuta de um decreto de estado de defesa? Golpe? Usando a Constituição? Tenham a santa paciência", afirmou.

No chamado estado de defesa, afirmou Bolsonaro, o presidente ainda deve consultar o Conselho da República e fazer um pedido ao Congresso. "Agora querem entubar a todos nós que um golpe usando um dispositivo da Constituição, cuja palavra final quem dá é o Parlamento brasileiro, estava em gestação", disse.

"Golpe é tanque na rua, é arma, é conspiração, é trazer classes políticas para o seu lado, [classes] empresariais, isso que é golpe. Nada disso foi feito no Brasil."

O ex-presidente aproveitou a oportunidade para se mobilizar por um pedido de anistia pelos condenados pela participação nos atos de 8 de janeiro de 2023. "O que eu busco é a pacificação, é passar uma borracha no passado", afirmou.
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