Panorama internacional

Chancelaria do Irã diz que tem trocado mensagens com os EUA sobre Hezbollah

Ministro das Relações Exteriores declarou que Washington pediu a Teerã que o Hezbollah "não se envolvesse ampla e totalmente nesta guerra contra Israel".
Sputnik
O Irã e os Estados Unidos trocaram mensagens durante a guerra de quatro meses de Israel contra o Hamas na Faixa de Gaza, inclusive sobre o Hezbollah, disse o ministro das Relações Exteriores iraniano neste sábado (10).
"Durante esta guerra e nas últimas semanas, houve uma troca de mensagens entre o Irã e a América", afirmou Hossein Amirabdollahian através de um tradutor em uma conferência de imprensa que encerrou sua visita de um dia a Beirute, segundo a Reuters.
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O Hezbollah tem trocado tiros quase que diariamente com os militares israelenses ao longo da fronteira libanesa com Israel para apoiar o Hamas, e prometeu "lutar até ao fim" caso Tel Aviv lance uma guerra total contra o Líbano.
Amirabdollahian alertou Israel contra tomar quaisquer medidas em direção a uma guerra mais ampla contra o Líbano, dizendo que esse seria o "último dia" do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu. O chefe da política externa iraniana disse que Teerã vê uma solução política como a única maneira de acabar com a guerra em Gaza, relata a mídia.

"O Irã e o Líbano confirmam que a guerra não é a solução, e que absolutamente nunca procuramos expandi-la", disse Amirabdollahian ao lado do seu homólogo libanês, Abdallah Bou Habib.

Ele também disse que Teerã estava em negociações com a Arábia Saudita sobre uma solução política para as hostilidades em Gaza.
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O Hamas propôs nesta semana um cessar-fogo de quatro meses e meio, durante o qual os restantes reféns detidos pelo grupo seriam libertados, Israel retiraria as suas tropas de Gaza e seria alcançado um acordo sobre o fim da guerra.
Netanyahu chamou os termos do Hamas de "ilusórios" e prometeu continuar lutando. Mas Amirabdollahian disse que o Hamas estava a apresentar ideias baseadas em uma "visão realista" e que deveriam ser amplamente apoiadas para pôr fim à guerra.
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