Panorama internacional

EUA e Reino Unido reforçam aplicação do teto de preços do petróleo russo, diz mídia

Desde o início da operação militar especial de Moscou na Ucrânia, o Ocidente vem implementando sanções abrangentes com o objetivo de limitar as receitas do Kremlin, um mecanismo que tem se mostrado bastante ineficaz.
Sputnik
De acordo com o Financial Times (FT), o Reino Unido e os EUA estão reforçando as regras em torno do transporte de petróleo russo, em uma tentativa de tornar mais difícil para Moscou contornar o teto de preços e obter ganhos com a venda de energia.
As empresas envolvidas no transporte de petróleo russo vão ter de preparar uma nova documentação para mostrar que cada viagem cumpriu o limite estipulado pelo G7 (grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), segundo as regras publicadas na quarta-feira (20).
Com as novas regras, quando o petróleo for vendido a um preço que inclui outros custos, tais como seguros e frete, as seguradoras e outros prestadores de serviços vão poder exigir informações de custos sobre como foi precificado o contrato, o que daria maior transparência aos processos de comercialização e fiscalização segundo economistas ouvidos pelo FT.
O limite de preço estipulado pelo G7 – introduzido em dezembro de 2022 – foi fixado em US$ 60 (R$ 294,87) por barril. No entanto, as vendas de petróleo bruto da Rússia têm sido sistematicamente avaliadas acima do valor, suscitando preocupações sobre se o teto de preços tem sido eficaz como ferramenta de contenção de arrecadação por parte da Rússia.
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Um alto funcionário do Departamento do Tesouro dos EUA disse que considerava esta a "fase dois" da implementação do limite de preço. Segundo fontes do departamento ouvidas pela mídia, os Estados Unidos estavam adotando uma fiscalização mais agressiva.
Ainda de acordo com a apuração, a Rússia contornou em grande parte o limite através da construção da sua "frota paralela" – um grupo de embarcações em grande parte antigas, sem ligações a países da coligação de preços máximos e que, portanto, não estão sujeitos às regulamentações unilaterais do Ocidente.
Nos últimos meses, mais de um quarto das exportações de petróleo bruto foi efetuado em navios com ligação ao G7 ou à União Europeia (UE) – apesar de quase nenhum petróleo ter sido transportado por menos do que o limite máximo.
O Gabinete de Implementação de Sanções Financeiras do Tesouro do Reino Unido disse que estava introduzindo as mudanças para "fortalecer o regime de conformidade e reduzir as rotas de evasão", e para se alinhar com os parceiros do G7.
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