Panorama internacional

Universitários palestinos baleados nos EUA são vítimas de crime de ódio, afirmam entidades árabes

O ataque a três estudantes palestinos, baleados na cidade norte-americana de Burlington, Vermont, na noite deste sábado (25), gerou repercussão nas redes sociais e está sendo tratado como crime de ódio por várias entidades e movimentos árabes do país.
Sputnik
O atirador foi identificado apenas como um homem branco com uma pistola, que, "sem falar, disparou pelo menos quatro tiros" nas vítimas antes de fugir do local, de acordo com a Polícia de Burlington. Ainda segundo as autoridades policiais, dois estudantes são cidadãos americanos e um é residente legal.
Os nomes das vítimas foram identificados como Hisham Awartani, Tahseen Ahmed e Kinnan Abdalhamid, alunos das universidades de Brown, Haverford e Trinity. Eles estavam reunidos para um almoço familiar.
Uma colega do estudante Awartani comentou em um post no X que ele corre o risco ficar paraplégico.
O embaixador palestino no Reino Unido, Husam Zamlot, afirmou que o ataque ocorreu, porque eles usavam cachecóis keffiyeh palestinos:

"O crime deles? Usar o keffiyeh palestino. Eles estão gravemente feridos... Os crimes de ódio contra os palestinos precisam parar. Os palestinos em todos os lugares precisam de proteção", declarou o embaixador em um post divulgado em sua conta da plataforma X (ex-Twitter).

O Comitê Anti-Discriminação Árabe-Americano afirmou em postagem no X: "Temos motivos para acreditar que o tiroteio foi motivado pelo fato de as três [vítimas] serem árabes".
O Movimento da Juventude Palestina do país divulgou uma carta aberta culpando a política da Administração do presidente dos EUA, Joe Biden, pelos recentes ataques a pessoas de origem árabe.

"Este é o mais recente episódio em uma série de assédios crescentes e ataques contra pessoas árabes e muçulmanas em todos os Estados Unidos, que estão sendo instigados pela Casa Branca, pela mídia mainstream e pelas universidades, que têm apoiado o genocídio contra os palestinos de Gaza", diz um trecho da carta.

As alegações sobre as circunstâncias do tiroteio surgem em meio a relatos de aumento da islamofobia e do antissemitismo nos Estados Unidos, após o início da guerra entre Israel e o Hamas em Gaza em outubro.
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