Panorama internacional

Gigante de semicondutores de Taiwan adia investimento nos EUA em meio à corrida de chips com a China

Os Estados Unidos deveriam contar com uma fábrica de produção de chips no país a partir de 2024, mas a construção foi adiada por um ano. Tal acontece em meio à redução dos lucros da TSMC, a entidade responsável pelo projeto.
Sputnik
A fabricante de semicondutores TSMC anunciou que adiará a produção de sua nova fábrica de chips no estado americano do Arizona para 2025 devido à escassez de mão de obra qualificada.
Durante uma apresentação de lucros, Mark Liu, presidente da TSMC, disse que a fábrica enfrentava uma escassez de funcionários com o "conhecimento especializado necessário para a instalação de equipamentos em uma instalação de nível de semicondutores".
Ele informou que a TSMC estava "trabalhando para melhorar a situação, incluindo o envio de técnicos experientes de Taiwan para treinar funcionários qualificados locais [nos EUA] por um curto período de tempo".
A ação é um aparente golpe contra a pressão do presidente Joe Biden para aumentar a produção de chips nos EUA em meio à disputa comercial e tecnológica entre Washington e Pequim.
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A empresa, que fabrica chips para as americanas Apple e Nvidia, anunciou que no segundo trimestre de 2023 os lucros da TSMC caíram cerca de 23%, para US$ 5,8 bilhões (R$ 27,64 bilhões), em comparação com o mesmo período de 2022, devido à demanda mais lenta por semicondutores.
O investimento na fábrica de semicondutores de Arizona foi anunciado em 2022, depois que Joe Biden, presidente dos EUA, assinou o Ato CHIPS e Ciência de 2022. A construção das instalações foi originalmente projetada como terminando em 2024, havendo também planos para uma fábrica menor em 2026, que é projetada para criar chips mais complexos de três milímetros.
Em outubro de 2022, a Casa Branca anunciou fortes restrições à exportação de chips avançados para a China. O reforço de tais medidas fez com que recentemente o país asiático obrigasse as entidades que desejam exportar aos EUA gálio e germânio, dois elementos de terras raras usados na fabricação de semicondutores, a obter as licenças apropriadas do Ministério do Comércio chinês.
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