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EUA lançam força de ataque com 'tecnologia disruptiva' para proteger segurança nacional da China

Segundo autoridade estadunidense, o programa utilizará "inteligência e análise de dados para atingir atores ilícitos", principalmente os provenientes do país asiático, e que o governo Biden está "explorando como monitorar o fluxo de capital privado em setores críticos".
Sputnik
A vice-procuradora-geral norte-americana, Lisa Monaco – a segunda oficial do Departamento de Justiça dos Estados Unidos –, anunciou nesta quinta-feira (16) o lançamento de uma "força de ataque de tecnologia disruptiva" encarregada de proteger a tecnologia americana de adversários estrangeiros e outras ameaças à segurança nacional.
De acordo com Monaco, a iniciativa será um esforço conjunto entre os Departamentos de Justiça e Comércio dos EUA, com o objetivo de impedir que adversários "tentem desviar nossa melhor tecnologia", disse ela em comentários preparados, relata a Reuters.
"Usaremos inteligência e análise de dados para atingir atores ilícitos, aprimorar parcerias público-privadas para fortalecer as cadeias de suprimentos e identificar alertas antecipados de ameaças a nossos ativos críticos, como semicondutores", afirmou a vice-procuradora-geral.
Nos últimos anos, o Departamento de Justiça concentrou cada vez mais seus esforços em abrir processos criminais para proteger uma série de assuntos nacionais, com foco de os proteger principalmente da China.
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Para as autoridades policiais norte-americanas, Pequim continua sendo, de longe, a maior ameaça à inovação tecnológica e à segurança econômica de Washington – uma visão que Monaco reiterou novamente hoje (16).
"A doutrina da 'fusão civil-militar' da China significa que qualquer avanço de uma empresa chinesa com aplicação militar deve ser compartilhado com o Estado. Portanto, se uma empresa que opera na China coleta seus dados, é uma boa aposta que o governo chinês os está acessando", afirmou.
Durante o governo de Donald Trump, o órgão criou uma "iniciativa da China" encarregada de combater a espionagem chinesa e o roubo de propriedade intelectual. No entanto, com o governo Biden, a ação teve seu nome descartado e a iniciativa foi redirecionada em meio a críticas de que estava alimentando o racismo.
Contudo, o departamento não desistiu de prosseguir com os casos de segurança nacional envolvendo a China e seus supostos esforços para roubar propriedade intelectual ou outros dados americanos, relata a mídia.
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Mônaco também reiterou que os Estados Unidos "devem prestar atenção em como nossos adversários podem usar investimentos privados em suas empresas para desenvolver as tecnologias mais sensíveis, para alimentar sua busca por uma vantagem militar e de segurança nacional".
A autoridade observou que o governo Biden está "explorando como monitorar o fluxo de capital privado em setores críticos" para garantir que "não forneça aos nossos adversários uma vantagem de segurança nacional".
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