Panorama internacional

Conflito na Ucrânia é resultado do colapso do sistema de segurança na Europa, diz acadêmico chinês

O conflito ucraniano foi resultado do pleno colapso do mecanismo de segurança europeu e da completa paralisia do sistema de vários tratados de segurança, de acordo com Wu Dahui, vice-reitor do Instituto de Estudos Internacionais da Universidade de Tsinghua.
Sputnik
Analisando a natureza do atual conflito russo-ucraniano, o analista observou que de certa forma a situação é vista por ele como uma continuação do conflito russo-georgiano de 2008 e da crise da Crimeia de 2014.
Segundo Wu, a atual crise é um conflito onde, por um lado, a OTAN quer se expandir para leste e, por outro lado, a Rússia luta contra essa expansão.
"De fato, este é um resultado direto do pleno colapso do mecanismo de segurança regional europeu", notou o acadêmico chinês durante simpósio sobre segurança e paz organizado pelo think tank Instituto Taihe.
Dahui salientou que originalmente na região existiam 37 sistemas jurídicos, tratados e acordo, por exemplo, os Acordo de Helsinque, o Tratado de Céus Abertos, o Ato Fundador das relações entre a OTAN e Rússia de 1997, o Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário, o Tratado sobre Mísseis Antibalísticos e o Tratado sobre as Forças Armadas Convencionais da Europa, que "estão agora em estado de paralisia, e não são mais capazes de desempenhar suas funções originais e demonstrar sua eficácia".
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Wu Dahui enfatizou que a Guerra Fria do século passado não "esquentou" em grande parte porque existia um sistema de tratados e regras que eram efetivamente cumpridos.
"No entanto, após 2014, esses tratados foram violados, os EUA violaram o Tratado ABM [Tratado sobre Mísseis Antibalísticos] e o Tratado INF [acordo de controle de mísseis de curto e médio alcance], vindo Washington a se retirar deles e depois Moscou [também] se retirou.
O especialista recordou que, em dezembro do ano passado, a Rússia tornou públicas as suas propostas sobre garantias de segurança, mas a OTAN e os EUA, e particular, não levaram a sério estes requisitos indicados pela Rússia.
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