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Mesmo sob pressão, Israel anuncia novo assentamento na Cisjordânia: 'Nossa resposta ao mundo'

© AFP 2023 / Ronen ZvulunO primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, participam da reunião semanal de gabinete no Ministério da Defesa em Tel Aviv, em 7 de janeiro de 2024
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, participam da reunião semanal de gabinete no Ministério da Defesa em Tel Aviv, em 7 de janeiro de 2024 - Sputnik Brasil, 1920, 28.02.2024
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O ministro das Finanças israelense, Bezalel Smotrich, prometeu continuar a expandir os assentamentos na Cisjordânia ocupada, desafiando a pressão internacional para que Israel pare de construir em terras palestinas.
Na noite de terça-feira (27), Smotrich anunciou a aprovação de um novo assentamento chamado Mishmar Yehuda, em Gush Etzion, um conjunto de assentamentos judaicos localizado ao sul de Jerusalém, e disse que o trabalho continuaria para autorizar outros assentamentos.
Smotrich, o líder influente de um dos partidos de extrema direita pró-colonos no governo de coligação do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, vive em um colonato e tem apoiado consistentemente a construção de novos colonatos.

"Continuaremos com o ímpeto de colonização em todo o país", disse ele em comunicado citado pela Reuters.

A medida ocorre poucos dias depois de o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, ter dito que Washington considerava os colonatos judaicos na Cisjordânia inconsistentes com o direito internacional.
Os palestinos dizem que a expansão dos colonatos em toda a Cisjordânia faz parte de uma política deliberada de Israel para minar a sua ambição de criar um Estado independente com Jerusalém Oriental como capital.

"Essa é também a nossa resposta às nações do mundo. Continuaremos em frente e fortaleceremos Gush Etzion com mais residentes, mais escolas, mais estradas e mais jardins de infância", disse Shlomo Ne'eman, presidente do Conselho Regional de Gush Etzion.

Na semana passada, os ministros israelenses concordaram em convocar um conselho de planejamento para aprovar cerca de 3.300 casas a serem construídas em assentamentos.
O grupo de defesa israelense Peace Now, que monitora a expansão dos colonatos, disse em um relatório no mês passado que houve um aumento sem precedentes nas atividades de colonatos desde o início da guerra em Gaza, em outubro.
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Durante uma entrevista dada à emissora Rede TV na terça-feira (27), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou novamente o governo de Israel e afirmou que o país visa matar todos os palestinos que estão na Faixa de Gaza.
"O governo de Israel quer, efetivamente, acabar com os palestinos na Faixa de Gaza. É isso. É exterminar aquele espaço territorial com o povo palestino para que eles ocupem. Não tem outra explicação [...] é só você ler o depoimento dos Médicos Sem Fronteiras, da Cruz Vermelha. Pega criança dizendo que prefere morrer do que ser tratada do jeito que estão sendo tratadas, sem anestesia. Isso é genocídio ou não é genocídio?", disse.
Lula também negou que usou o termo "holocausto" para criticar as ações de Israel em Gaza e disse que a interpretação de Netanyahu foi equivocada, conforme noticiado.
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