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Telescópio James Webb descobre estrela de nêutrons 'desaparecida' em restos de supernova (FOTOS)

© Foto / ESO/NASAPartículas de gás formando supernova remanescente 1E 0102.2-7219
Partículas de gás formando supernova remanescente 1E 0102.2-7219 - Sputnik Brasil, 1920, 26.02.2024
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O Telescópio Espacial James Webb (JWST) encontrou vestígios de emissões de estrelas de nêutrons no remanescente da supernova SN 1987A. Este é um passo importante para uma melhor compreensão do mecanismo de formação de tais objetos.
Em fevereiro de 1987, astrônomos observaram a morte de uma estrela massiva durante sua explosão em uma galáxia próxima – marcando a primeira explosão estelar visível a olho nu em 400 anos, de acordo com a BBC Sky. A estrela azul supergigante explodiu em uma supernova chamada SN 1987A.
Novo estudo mostra que era uma estrela de nêutrons – tão densa que uma mera colher de chá pesaria até dez milhões de toneladas. A equipe de pesquisa "resolveu um mistério de assassinato", disse a doutora Maggie Aderin-Pocock, apresentadora do programa BBC Sky at Night.
Usando o telescópio James Webb, a equipe de estudo monitorou a morte do astro azul gigante no céu, com o objetivo de validar teorias sobre como as estrelas encontram seu fim. No entanto, um detalhe importante permanece desconhecido: o que ficou em seu núcleo após o evento cataclísmico?
Em um recente estudo publicado na revista Science, os pesquisadores afirmam que possuem evidências convincentes de que é uma estrela de nêutrons. Esta descoberta tem significado para os astrônomos porque as supernovas dispersam elementos pesados vitais essenciais para a vida em todo o Universo.
Os cientistas esperavam há muito tempo que a supernova SN 1987A formasse uma estrela de nêutrons ou um buraco negro, mas evidências diretas eram indiscerníveis – até agora. Pela primeira vez, Webb encontrou argônio ionizado no local, um forte indicador da presença de uma estrela de nêutrons recém-nascida.
O professor Claes Fransson, da Universidade de Estocolmo, Suécia, que liderou o estudo, observou que isso significa a primeira oportunidade para os cientistas explorarem o centro da supernova e os fenômenos subsequentes gerados por ela.
"Agora sabemos que há uma fonte compacta de radiação ionizante, muito provavelmente por uma estrela de nêutrons. Temos procurado isso desde o momento da explosão, mas tivemos que esperar para poder verificar as previsões", disse Fransson.
Novos dados ilustram um notável processo de resfriamento na superfície da estrela de nêutrons, fazendo a transição de uma temperatura inicial de 100 bilhões para cerca de um milhão de graus. Estas informações permitem à equipe estudar o ciclo de vida inicial de uma estrela de nêutrons e a comparar com as estrelas de nêutrons mais antigas para identificar padrões de evolução cósmica ao longo do tempo.
Examinando os dados do JWST, uma equipe de 34 cientistas de 12 países descobriu emissões de luz de átomos de argônio e enxofre, sugerindo a existência de uma poderosa radiação que emana de uma estrela de nêutrons dentro da supernova.
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