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EUA chamam Coreia do Norte de 'hipócrita' em rara disputa pública na ONU após lançamento de satélite

© AFP 2023 / Bryan R SmithA embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, vota uma resolução sobre a situação em Israel e Gaza em uma reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no Oriente Médio, nas Nações Unidas, em 18 de outubro de 2023
A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, vota uma resolução sobre a situação em Israel e Gaza em uma reunião do Conselho de Segurança sobre a situação no Oriente Médio, nas Nações Unidas, em 18 de outubro de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 28.11.2023
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Enviados norte-coreano e norte-americano trocaram declarações afiadas na sessão do Conselho de Segurança da ONU por causa do lançamento do primeiro satélite espião de Pyongyang. A discussão foi rara, direta e sem planejamento, relata agência britânica.
No final da reunião do conselho ocorrida na segunda-feira (27), a embaixadora dos Estados Unidos, Linda Thomas-Greenfield, e o embaixador da Coreia do Norte, Kim Song, trocaram comentários não planejados em duelo de direito de resposta em que cada um argumentou que os seus países estão agindo defensivamente, segundo a agência Reuters.
"Uma parte beligerante, os Estados Unidos, está a ameaçar-nos com uma arma nuclear. É um direito legítimo da Coreia do Norte – como outra parte beligerante – desenvolver, testar, fabricar e possuir sistemas de armas equivalentes aos que os Estados Unidos já possuem e, ou [estão] desenvolvendo neste momento", disse Kim.
Em resposta, Thomas-Greenfield afirmou que os EUA "rejeitam veementemente a alegação hipócrita da Coreia do Norte de que os seus lançamentos de mísseis são de natureza meramente defensiva em resposta aos nossos exercícios militares bilaterais e trilaterais. Mais uma vez, gostaria de expressar sinceramente a nossa oferta de diálogo sem condições prévias, é só preciso aceitar", declarou a embaixadora.
Kim disse que até que "a persistente ameaça militar" seja eliminada, Pyongyang continuará a fortalecer as suas capacidades. Thomas-Greenfield rebateu afirmando que as ações da Coreia do Norte foram baseadas em "paranoia" sobre um possível "ataque dos EUA".
Após uma ausência de quase seis anos, a Coreia do Norte começou novamente a liberar o seu enviado da ONU a participar das reuniões do Conselho de Segurança das Nações Unidas sobre os seus programas nucleares e de mísseis balísticos.
O órgão de 15 membros se reuniu ontem (27) após o lançamento do satélite espião em 21 de novembro.
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Formalmente, a Coreia do Norte está sob sanções da ONU devido aos seus programas de mísseis balísticos e nucleares desde 2006.
Nos últimos anos, o Conselho de Segurança da ONU esteve dividido sobre como lidar com Pyongyang. A Rússia e a China, com poderes de veto juntamente com os EUA, Reino Unido e a França, já alertaram que mais sanções não ajudarão a facilitar o diálogo com o país asiático.
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