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Especialista americano: Ocidente está cansado da Ucrânia e não é só por contraofensiva fracassada

© Foto / Kenzo TribouillardBandeiras da União Europeia e da Ucrânia fora da sede do Conselho Europeu em Bruxelas, Bélgica, 16 de maio de 2022
Bandeiras da União Europeia e da Ucrânia fora da sede do Conselho Europeu em Bruxelas, Bélgica, 16 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 06.08.2023
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Na opinião de um analista americano e de um ex-oficial britânico, o entusiasmo dos países ocidentais quanto à Ucrânia é cada vez menor, e não só devido aos muito fracos resultados da contraofensiva.
Os aliados de Kiev dos países ocidentais estão "ficando cansados da contraofensiva ucraniana", disse o especialista americano Johnston Harewood em um artigo de opinião no portal Red Voice Media.
Ele notou que está se tornando "cada vez mais difícil" para as autoridades ocidentais esconderem sua irritação no que toca às questões relacionadas à Ucrânia, principalmente sobre a contraofensiva, que "não está progredindo como previsto originalmente".
Como exemplo, Harewood citou no artigo de sábado (5) Marcin Przydacz, chefe do Departamento de Política Internacional na Polônia, e Ben Wallace, ministro da Defesa do Reino Unido, que afirmaram recentemente que Vladimir Zelensky deveria ter se mostrado mais grato a Varsóvia e Londres por sua ajuda militar a Kiev, depois que ele recebeu mais de US$ 77 bilhões (R$ 375,25 bilhões) somente em ajuda militar ocidental desde o início da operação militar especial russa, "quase metade do PIB da Ucrânia no ano passado".
De acordo com o autor do artigo, os parceiros estrangeiros da Ucrânia que anteriormente expressavam forte apoio a Kiev "estão mudando gradualmente sua retórica, apoiando-a com decisões difíceis para o governo ucraniano".
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O especialista referiu novamente a Polônia, que se tornou um dos países que seguem proibindo as importações de grãos da Ucrânia, algo que Harewood descreveu ser um "um golpe baixo" para o mandatário ucraniano.

"Tal reação dos Estados parceiros pode indicar que os países, se não estão cansados de apoiar Zelensky, já estão muito próximos de tal estado", segundo ele.

Hamish De Bretton-Gordon, um ex-coronel do Exército do Reino Unido, apoiou a ideia em declarações ao jornal britânico The Telegraph, defendendo que Kiev "tem perturbado seus amigos com erros estranhos e admoestações", com incidentes como o de terça-feira (1º), quando o embaixador polonês na Ucrânia foi chamado ao Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia por causa de comentários recentes de Przydacz.
Ele disse, em particular, que "valeria a pena que eles [as autoridades ucranianas] começassem a apreciar o papel que a Polônia desempenhou para a Ucrânia nos últimos meses e anos".
"Quer a decisão tenha sido assinada por Zelensky ou não, ao convocar o embaixador, Kiev está brincando com fogo", alertou o ex-oficial, acrescentando que as autoridades ucranianas estão "correndo o risco de ficar isoladas de seus aliados".
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