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Especialista: cúpula do G7 é para Biden 'posar nas fotos' e promover o confronto com a China

© AFP 2023 / Stefan RousseauDa esquerda à direita, Charles Michel, presidente do Conselho Europeu; Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália; Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá; Emmanuel Macron, presidente da França; Fumio Kishida, primeiro-ministro do Japão; Joe Biden, presidente dos EUA; Olaf Scholz, chanceler da Alemanha; Rishi Sunak, primeiro-ministro do Reino Unido; Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, posam para foto de família durante visita ao Santuário de Itsukushima, Ilha de Miyajima, Japão, no âmbito da Cúpula de Líderes do G7, 19 de maio de 2023
Da esquerda à direita, Charles Michel, presidente do Conselho Europeu; Giorgia Meloni, primeira-ministra da Itália; Justin Trudeau, primeiro-ministro do Canadá; Emmanuel Macron, presidente da França; Fumio Kishida, primeiro-ministro do Japão; Joe Biden, presidente dos EUA; Olaf Scholz, chanceler da Alemanha; Rishi Sunak, primeiro-ministro do Reino Unido; Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, posam para foto de família durante visita ao Santuário de Itsukushima, Ilha de Miyajima, Japão, no âmbito da Cúpula de Líderes do G7, 19 de maio de 2023 - Sputnik Brasil, 1920, 19.05.2023
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O historiador James Bradley, especializado na Ásia e no Indo-Pacífico, descreveu a viagem do presidente dos EUA ao Japão como tendo menos popularidade em comparação com a China e o fórum de São Petersburgo.
A cúpula do G7 no Japão não passa de uma "dança kabuki" de apoio fingido ao confronto dos EUA com a China, afirma um autor baseado na Ásia.
Fumio Kishida, primeiro-ministro do Japão, recebeu Joe Biden, presidente dos EUA, e os líderes do Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Coreia do Sul e União Europeia na cidade destruída pelos EUA no primeiro bombardeio atômico do mundo, em agosto de 1945.
James Bradley, historiador da Ásia e do Indo-Pacífico disse à Sputnik que a viagem do presidente norte-americano ao Japão não é mais que "para posar nas fotos, e o assunto principal [...] é a China".
"Há 90 países que vão para São Petersburgo no próximo mês. Todo o mundo quer entrar no BRICS", apontou Bradley.
"Então a declaração que eles farão no G7 é que temos que tomar cuidado com a agressão econômica da China", vê ele.
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Ao mesmo tempo, o também autor de best-sellers argumentou que a credibilidade de Biden na Ásia-Pacífico foi prejudicada pela "agressão econômica" de seu governo após confiscar centenas de milhões em ativos e finanças de propriedade russa após o lançamento da operação militar na Ucrânia.
"Portanto, quando os países asiáticos disserem 'adeus, sr. presidente' e ele for embora, eles se voltarão para a China. Esse é o parceiro comercial número um deles", qualificou Bradley.
Embora o governo japonês esteja agora pintando a China como uma ameaça para justificar o abandono de seu imperativo constitucional pós-Segunda Guerra Mundial de se armar apenas para autodefesa, o historiador disse que o perigo real vem dos EUA.
"Qualquer japonês vive a menos de 80 quilômetros de um soldado americano. Americanos, perguntem-se por que precisamos de 55.000 soldados, [de] 45.000 dependentes", sublinhou o analista.
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"Por que precisamos de 100.000 americanos para ocupar o Japão? A ameaça militar ao Japão vem dos Estados Unidos, e o Japão tem que saudar e dizer: 'dobraremos nosso orçamento militar e compraremos mais equipamentos da Lockheed [Martin]. Sim, senhor'", descreveu James Bradley.
A "dança kabuki" de apoio ao confronto de Biden com Pequim continuará apenas até seu avião decolar para Washington, argumentou o autor.
"O único país que está falando sobre guerra com a China é a América. Os países asiáticos querem fazer comércio com a China. Eles não querem ser democracias liberais. Eles não querem que suas cidades se pareçam com São Francisco. Eles não querem ter uma população dividida como a dos Estados Unidos. Eles querem ser como Cingapura. Eles querem fazer comércio", continuou ele.
"Há mais liberdade na Ásia do que nos Estados Unidos. Há liberdade para andar pelas ruas às 23h em segurança", concluiu.
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