OTAN liberou toneladas de urânio empobrecido na Iugoslávia, denuncia especialista

© AP Photo / Hidajet delicMunições com urânio empobrecido que foram usadas durante bombardeios da OTAN na Iugoslávia nos anos 1990, imagem referencial
Munições com urânio empobrecido que foram usadas durante bombardeios da OTAN na Iugoslávia nos anos 1990, imagem referencial - Sputnik Brasil, 1920, 25.03.2023
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As munições de urânio empobrecido se tornaram um tema muito discutido nos últimos anos, depois de Londres anunciar a intenção de fornecê-las a Kiev para serem usadas no conflito.
As preocupações sobre o risco à saúde representado pelos subprodutos dessas munições foram discutidas anteriormente, após o uso de projéteis de urânio empobrecido pelas forças da OTAN em vários conflitos na década de 1990, como a Guerra do Golfo em 1991, a guerra na Bósnia e Herzegovina e o ataque à Iugoslávia em 1999.
O toxicologista e ex-diretor do Centro de Defesa Radiológica em Belgrado dr. Radomir Kovacevic afirmou à Sputnik que quatro relatórios sobre este assunto foram publicados por diferentes grupos de especialistas, incluindo o Programa Ambiental das Nações Unidas, com apenas um deles contando com especialistas da Sérvia.
"Este relatório mostrou exatamente o que foi encontrado. Incluindo que o urânio foi encontrado no ar; a presença de plutônio também foi estabelecida [...] Eles tiveram de admitir que dispararam 31.000 mísseis, o que equivale a aproximadamente nove toneladas. Nosso Exército afirmou que eram de 45.000 a 51.000 mísseis, ou seja, 15 toneladas. Fontes russas dizem que cerca de 90.000 mísseis ou cerca de 30 toneladas de urânio empobrecido foram usados", afirmou o especialista.
Além disso, o especialista compartilhou alguns detalhes sobre as pessoas entrevistadas em áreas contaminadas com urânio empobrecido na Sérvia.
"Lembro-me de um homem, um serralheiro, no povoado de Borovac, que tinha uma concentração de 3.759 nanogramas por litro de urina, ou seja, 3,7 miligramas [...] Penso que esse homem tenha morrido há muito tempo. Estas são as concentrações de urânio que encontramos em nossos oficiais, embora estivessem totalmente equipados", observou.
Kovacevic ainda recordou que as pessoas na região tinham uma concentração média da substância tóxica de 36 a 231 nanogramas por litro de urina, quando não deveriam apresentar qualquer indicação, e que muitos dos especialistas de sua equipe envolvidos na pesquisa acabaram morrendo de câncer.
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