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'Basta de matança': partidos do Peru pedem que Lula condene repressão do governo de Dina Boluarte

© Foto / Jhonel Rodriguez Robles/Presidência do PeruA presidente do Peru, Dina Boluarte, participa de cerimônia do Dia do Exército, em 9 de dezembro de 2022
A presidente do Peru, Dina Boluarte, participa de cerimônia do Dia do Exército, em 9 de dezembro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 13.01.2023
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Diante do aumento das tensões no Peru, um posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é aguardado por partidos da esquerda peruana para ajudar na construção de mecanismos de diálogo no país, segundo dirigente ouvida pela Sputnik Brasil.
Um grupo de partidos do Peru divulgou uma nota na quinta-feira (12) pedindo que o governo do Brasil, Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) se manifestem contra a repressão promovida pelo governo peruano, comandado por Dina Boluarte desde a queda do ex-presidente Pedro Castillo, aos massivos protestos que sacodem o país.

"Solicitamos fraternalmente o pronunciamento do Brasil, do Partido dos Trabalhadores, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o apoio de parlamentos do mundo e de organizações de defesa dos direitos humanos", pedem os partidos na nota.

Na carta, os partidos pedem a realização de eleições imediatas e acusam o governo de cometer crimes de lesa-humanidade, invadir espaços políticos de oposição e de movimentos sociais e realizar detenções arbitrárias. A repressão do governo aos protestos já deixou ao menos 48 mortos.
"Agradecemos a solidariedade dos governos de México, Colômbia, Bolívia, Argentina, Venezuela, Honduras e Chile, que têm denunciado as violações aos direitos humanos perpetradas pelo governo", afirmam. O documento ainda denuncia uma "intervenção suspeita da embaixadora norte-americana Lisa Kenna e do secretário de Estado [dos Estados Unidos]", no que classificam como um golpe.
A mensagem é assinada por seis partidos, entre eles o Peru Livre, que elegeu a chapa formada por Castillo e Boluarte nas eleições de 2021. Os dois saíram da legenda durante o governo Castillo. Também fazem o pedido o Partido Comunista do Peru, o Partido Humanista Peruano, o Partido Povo Unido, o Partido Socialista e o Partido do Povo do Peru.
A coordenadora do Peru Livre no Brasil, Tania Bernuy, disse à Sputnik Brasil os partidos esperam do governo Lula e do PT "uma abertura ao diálogo diante desse cenário de estado de exceção para defender nossas democracias e a vida das pessoas. Não mais mortes, basta de matança!".

"A principal demanda é pela vida das pessoas. Nosso partido e os demais partidos temos a convicção de que o presidente Lula vai defender a proteção e a garantia da vida das pessoas [no Peru]. Não mais mortes, não mais opressão. Queremos a abertura do diálogo e união a outras forças que gritam 'Basta de matança' e 'Chega de estado de exceção'."

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"Acredito que ele vai fazer isso porque Lula, mais do que ninguém, sofreu todas as consequências do intervencionismo imperialista, desde a derrubada da presidente Dilma Rousseff. Acho que Lula vai nos entender e nos apoiar na refundação do Peru", completou.
Bernuy aponta que o PT "tem sido muito aberto ao diálogo e ao apoio à esquerda peruana organizada e ao programa de governo bicentenário perulibrista", que, segundo ela, pauta a refundação do Peru com uma nova Constituição, a soberania popular, a reconstrução da democracia e o impulso do desenvolvimento da América do Sul.
A dirigente aponta que o pedido tem como objetivo "estabelecer diálogos propositivos e avançados" que permitam uma "aproximação permanente, pelo menos neste difícil processo de restauração das democracias na região sul-americana".
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