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Em nota, Ministério Público diz que gesto feito em protesto em SC não foi apologia ao nazismo

© Folhapress / Mídia AssociadaApoiadores do presidente e candidato derrotado à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), participam de um ato golpista em frente ao 16º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército Brasileiro, 2 de novembro de 2022
Apoiadores do presidente e candidato derrotado à reeleição, Jair Bolsonaro (PL), participam de um ato golpista em frente ao 16º Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército Brasileiro, 2 de novembro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 03.11.2022
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Segundo apuração e posterior avaliação do órgão publicada hoje (3), "não houve intenção, aparentemente, de fazer apologia ao nazismo, não havendo evidências de prática de crime".
Nesta quinta-feira (3), o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) informou em comunicado que na manifestação ocorrida no município de São Miguel do Oeste ontem (2) não foi identificada "intenção de apologia ao nazismo pelos manifestantes no extremo oeste catarinense".
Na quarta-feira (2), um vídeo mostrando grande grupo de pessoas levantando o braço e ouvindo o hino nacional em frente a um quartel do Exército foi amplamente compartilhado nas redes sociais e caracterizado pela grande mídia como sendo "uma saudação nazista", conforme noticiado.
Entretanto, apesar da semelhança com a saudação nazista, é comum a prática de levantar o braço direito durante o juramento à Bandeira feito por militares no início de sua carreira. O ato também é celebrado em cerimônias de colação de grau.
De acordo com o comunicado do MPSC, "o Ministério Público, por meio do Grupo Regional em São Miguel do Oeste [GAECO], realizou identificação de manifestantes, analisou imagens e conversou com testemunhas dos atos, e avaliou que não houve intenção, aparentemente, de fazer apologia ao nazismo, não havendo evidências de prática de crime, muito embora a atitude ser absolutamente incompatível com o respeito exigido durante a execução do hino nacional e poder gerar alguma responsabilidade".
O ministério ainda esclarece que "em diligências, não restou evidenciada nenhuma ligação do referido locutor com nazismo, bem como foram identificadas imagens que os manifestantes por diversos momentos realizaram orações, inclusive se ajoelhando em frente ao quartel do Exército, trazendo verossimilhança à narrativa que não se tratava de gesto nazista".
O GAECO, órgão responsável pela investigação, é uma força-tarefa composta pelo Ministério Público, Polícias Militar, Civil, Rodoviária Federal e Penal, pela Fazenda Estadual e pelo Corpo de Bombeiros Militar e tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.
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