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Ucrânia deve ceder territórios aos países vizinhos, diz ex-chanceler romeno

© AFP 2023 / Dimitar Dilkoff Ex-ministro das Relações Exteriores romeno, Andrei Marga, junto com o seu homólogo búlgaro (fora da foto) durante uma coletiva de imprensa conjunta, Sófia, Bulgária, 13 de julho de 2012
Ex-ministro das Relações Exteriores romeno, Andrei Marga, junto com o seu homólogo búlgaro (fora da foto) durante uma coletiva de imprensa conjunta, Sófia, Bulgária, 13 de julho de 2012 - Sputnik Brasil, 1920, 18.09.2022
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O ex-ministro das Relações Exteriores romeno Andrei Marga, ao discursar durante uma feira do livro na cidade de Alba Iulia, disse que a Ucrânia agora se encontra "dentro de fronteiras não naturais" e deve ceder seus territórios aos países vizinhos.

"Agora estamos em uma situação absolutamente especial. Digo isso com toda a responsabilidade: a Ucrânia se encontra dentro de fronteiras não naturais. Ela deve ceder seus territórios: à Hungria – a Transcarpácia, à Polônia – a Galícia, à Romênia – a Bucovina e à Rússia – Donbass e a Crimeia. Esses são territórios de outros Estados", afirmou Marga durante a apresentação do livro "O destino da democracia".

As palavras de Marga são citadas pela edição Libertatea.
O ex-chefe da diplomacia romena criticou o regime político na Ucrânia, ao sublinhar que este "está longe de ser democrático".

"Lá [na Ucrânia] ainda se está muito longe da democracia. Atualmente, partidos estão sendo proibidos no país, a televisão está sob o controle das autoridades. Pessoas muito ricas estão deixando o país. Um país do qual se retira o capital não pode ser democrático e desenvolvido", salientou Marga.

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"Vamos ser francos – até que a situação [na Ucrânia] não seja resolvida através de conversas com os Estados Unidos, Rússia, Alemanha, China e a própria Ucrânia, se não for alcançado um acordo entre eles, não haverá paz na Europa. Não haverá paz, a democracia sofrerá", disse Marga.

Em 24 de fevereiro, a Rússia iniciou uma operação militar especial na Ucrânia. O presidente russo Vladimir Putin declarou como seu objetivo "defender as pessoas que ao longo de oito anos têm sofrido intimidações e genocídio por parte do regime de Kiev". Para isso, segundo Putin, planeja-se efetuar uma "desmilitarização" e "desnazificação" da Ucrânia, bem como levar à Justiça todos os criminosos de guerra responsáveis pelos "crimes sangrentos contra os civis" de Donbass. De acordo com o Ministério da Defesa russo, as Forças Armadas da Rússia apenas visam instalações da infraestrutura militar ucraniana, sem realizar ataques contra alvos civis.
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