ONU defende política integrada para migrações

© REUTERS / Alexandros AvramidisRefugiados e migrantes estão dormindo perto da fronteira entre a Grécia e Macedônia, 6 de setembro de 2015
Refugiados e migrantes estão dormindo perto da fronteira entre a Grécia e Macedônia, 6 de setembro de 2015 - Sputnik Brasil
Nos siga no
A Europa e demais países devem estabelecer uma política integrada para a atual onda migratória e adotar diretrizes comuns para uma migração efetiva na acolhida de refugiados. A ideia foi defendida pelo Alto Comissário do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, Zeid Ra'ad Al Hussein.

Refugiados sírios estão à espera de transporte após atravessar a fronteira com a Turquia da cidade síria Tal Abyad, em 10 de junho de 2015 - Sputnik Brasil
Human Rights Watch: EUA poderiam fazer mais pelos refugiados
“Peço que os gestores políticos na África, Ásia, nas Américas, e no Pacífico, bem como na Europa, tomem ações rápidas para estabelecer regras para as migrações, guiadas por princípios”, disse, por meio de um comunicado emitido na segunda-feira.

A Europa enfrenta a maior crise migratória desde a segunda guerra mundial. A estimativa é que mais de 430 mil pessoas tenham entrado no continente este ano, a maioria em busca de refúgio da guerra e repressão em países como a Síria.

No comunicado, Zeid Ra'ad Al Hussein saudou as manifestações de apoio aos refugiados  promovidas em vários países europeus nesse fim de semana. Mas defendeu que é preciso expandir os canais de migração e estabelecer mecanismos para alojamentos regulares. Estas duas medidas, disse, “podem prevenir mortes e diminuir o tráfico de pessoas para a Europa”.

Hoje à tarde os ministros do Interior da União Europeia têm agendada uma reunião sobre a distribuição de 160 mil refugiados pelos 28 Estados-membros, depois de a Alemanha ter reintroduzido o controle das fronteiras.

“Os Estados têm o direito soberano de defender as suas fronteiras e de determinar as condições de entrada e saída dos seus territórios”, reconheceu, acrescentando que “têm também a obrigação de respeitar as leis dos direitos humanos internacionais, as leis dos refugiados e a lei humanitária”.

Merkel e chefes dos outros países europeus reintroduzem controle fronteiriço dentro de Schengen - Sputnik Brasil
UE: сorrida de obstáculos para refugiados
Chamando atenção para a urgência, Zeid Ra'ad Al Hussein, insistiu que “os recentes e sucessivos anúncios de diferentes medidas de controle fronteiriço, por vários países afetados pela crise migratória, sinaliza para a importância de que seja estabelecida uma resposta europeia abrangente”.

Nas Américas, o Brasil vêm recebendo refugiados e na semana o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou que pretende receber 10 mil refugiados sírios até o ano que vem. O governo norte-americano vem sendo pressionado a contribuir de forma mais efetiva na acolhida aos refugiados, informou Agência Brasil.

Feed de notícias
0
Para participar da discussão
inicie sessão ou cadastre-se
loader
Bate-papos
Заголовок открываемого материала