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Lewandowski fala em continuidade e 'pequenos ajustes' no novo cargo como ministro da Justiça

O novo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, declarou nesta terça-feira (23) que fará "pequenos ajustes" em sua gestão. Ele foi nomeado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ontem (22) e assume oficialmente no dia 1º de fevereiro.
Sputnik
Ele e o seu antecessor, Flávio Dino, que assumirá uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF) em 22 de fevereiro, fizeram um pronunciamento à imprensa, nesta tarde, sobre o processo de transição do comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), no Palácio da Justiça, em Brasília.

"Na verdade não é uma transição, mas uma continuidade, o governo é o mesmo. Vamos imprimir uma continuidade ao excelente trabalho do ministro Flávio Dino e sua equipe. Claro que poderá haver pequenos ajustes, mas continuaremos esse trabalho", afirmou Lewandowski.

O futuro ministro também ressaltou que a segurança pública estará entre suas prioridades à frente da pasta.

"Temos o desafio que é uma preocupação do cidadão hoje, que é a segurança, a insegurança que afeta não apenas as classes mais abastadas, mas afeta também o cidadão mais simples, o cidadão comum, trabalhador", declarou ele.

Hoje foram apresentados os integrantes da equipe de Lewandowski e da atual pasta. Já foram divulgados os nomes dos principais cargos do novo ministério: Manoel Carlos de Almeida Neto, para secretário-executivo; Mário Sarrubbo, para secretário nacional de Segurança Pública; e Ana Maria Neves, para a chefia de gabinete de Lewandowski.
Antes de tomar posse na Suprema Corte, após a retomada dos trabalhos do Poder Judiciário, Dino ainda atuará no Legislativo, onde reassume temporariamente o cargo de senador, pelo Maranhão.
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O que esperar de Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça e Segurança Pública?
Lewandowski, que foi ministro do STF, aceitou em 10 de janeiro o convite de Lula para assumir a pasta.
Enquanto foi titular da Justiça, Dino contou com seu "braço direito", o secretário-executivo Ricardo Cappelli, que ganhou destaque na gestão das invasões em Brasília, em 8 de janeiro de 2023.
Cappelli afirmou a aliados que não estava disposto a continuar na pasta caso Lewandowski não o mantivesse no atual cargo. A auxiliares, ele disse não estar "à procura de emprego" e que cabia a ele a decisão sobre o seu futuro profissional.
Em meio às declarações de secretários indicados por Dino sobre a continuidade ou não no ministério, Lula falou sobre o assunto sem citar nomes. Segundo o presidente, qualquer ministro é indicado ao governo por ter uma relação de confiança e todos possuem autonomia para montar a própria equipe. "Eu tenho o hábito cultural de não indicar ninguém [da equipe ministerial], quero que as pessoas montem o time que vai jogar", enfatizou.
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