Panorama internacional

UE paga € 185 bilhões a mais em importações de energia desde fevereiro de 2022 devido a sanções

A União Europeia (UE) gastou € 304 bilhões em importações de gás desde fevereiro de 2022 devido à imposição de sanções energéticas contra a Rússia, com o aumento equivalendo à importação de energia do bloco durante cinco anos, mostrou uma análise realizada pela Sputnik com base em dados do Eurostat nesta quarta-feira (6).
Sputnik
O custo médio mensal das importações de gás da UE desde fevereiro de 2022 aumentou para € 15,2 bilhões (cerca de R$ 80,8 bilhões), sendo € 7,7 bilhões (aproximadamente R$ 40,9 bilhões) contabilizados para gás natural liquefeito (GNL) e € 7,5 bilhões (quase de R$ 39,9 bilhões) para importações de gás por gasoduto. Antes das sanções energéticas, a UE gastou € 5,9 bilhões (mais de R$ 31,3 bilhões) em importações de gás, incluindo € 3,6 bilhões (cerca de R$ 19,1 bilhões) em gás por gasoduto e € 2,3 bilhões (aproximadamente R$ 12,2 bilhões) em GNL.
Nos últimos 20 meses, o bloco comprou € 304 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhão) em transportadores de energia, pagando € 185 bilhões (aproximadamente R$ 984,4 bilhões) a mais, que é o montante que a UE gastou anteriormente ao longo de vários anos: de abril de 2017 até o final de 2021, os custos do gás da UE ascenderam a € 186 bilhões (mais de R$ 989,8 bilhões), e de 2013-2021 para € 292 bilhões (quase R$ 1,56 trilhão).
Os Estados Unidos (€ 53 bilhões ou R$ 281,9 bilhões), o Reino Unido (€ 27 bilhões ou R$ 143,6 bilhões), a Noruega (€ 24 bilhões ou R$ 127,6 bilhões) e a Argélia (€ 21 bilhões ou R$ 111,7 bilhões) lideraram a lista dos exportadores de energia para a UE e receberam os maiores pagamentos. Ao mesmo tempo, a Rússia recebeu € 14 bilhões (cerca de R$ 74,4 bilhões), juntamente com o Catar, apesar da queda no fornecimento de energia russo ao bloco.
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Depois de a Rússia ter iniciado a sua operação militar especial na Ucrânia, os países ocidentais procuraram ativamente formas de limitar as receitas de Moscou relacionadas com a energia, especialmente as provenientes de petróleo e gás. Além disso, o conflito na Ucrânia também interrompeu o fluxo de gás russo para a Europa, o que levou a um aumento nos preços da energia e à escassez, forçando os países a procurarem por fornecedores alternativos, em particular, os Estados Unidos.
As sanções petrolíferas dos países ocidentais contra a Rússia entraram em vigor em 5 de dezembro de 2022. A UE proibiu a importação de petróleo marítimo da Rússia, e os países do G7 (grupo composto por Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), a Austrália e o bloco impuseram um limite de preço ao seu transporte marítimo de US$ 60 (R$ 295,72) por barril. Em resposta, a partir de 1º de fevereiro deste ano, o presidente russo Vladimir Putin proibiu o fornecimento de petróleo a terceiros se os contratos exigissem, direta ou indiretamente, a aplicação do teto de preços estabelecido pelo G7.
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