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Montadora alemã recomeça produção de minas antitanques da Guerra Fria em meio à escassez de estoque

As entregas de quase 15 mil minas antitanque pela Alemanha à Ucrânia forçaram a MBDA a recomeçar a produção de armas, que deixaram de ser produzidas em 1998.
Sputnik
A montadora europeia MBDA reiniciará a produção de sua mina antitanque direcional PARM, da época da Guerra Fria, depois que a Alemanha encomendou milhares de unidades para substituir os estoques entregues à Ucrânia, escreveu na quarta-feira (15) o Defense News.
A arma foi desenvolvida e fabricada durante a década de 1990 pela TDW, uma subsidiária da MBDA para as Forças Armadas da Alemanha, e deixou de ser produzida em 1998.
O reinício da produção, após um quarto de século, implicará uma recertificação do sistema, indicou Gunter Abel, porta-voz da MBDA da Alemanha em um e-mail ao Defense News. A mina direcional totalmente automática é montada em um tripé e pode derrubar tanques e veículos de combate blindados.
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A PARM contém uma carga moldada que pode ser eficaz à distância e pode ser acionada por um sensor de fibra ótica ou controle remoto, permitindo que a mina opere em posições secretas, segundo a mídia. O sistema pode ser transportado por um único soldado e é comprovado em combate, garante a MBDA.

"A TDW fornece competências essenciais na área de sistemas e ogivas antiacesso/negação de área", disse Thomas Gottschild, diretor administrativo da MBDA da Alemanha, em um comunicado.

O Escritório Federal da Alemanha para a Aquisição de Equipamentos anunciou na terça-feira (14) a compra de 2.600 minas fora de rota da subsidiária TDW da MBDA, com uma opção para mais 10 mil. O comitê de orçamento parlamentar já havia aprovado o projeto por um valor total de cerca de 68 milhões de euros (R$ 359 milhões).
A TDW produzirá um lote de demonstração da PARM DM22 a partir de 2025, com as primeiras entregas em série para as forças alemãs esperadas em 2026. Até agora, a Alemanha forneceu à Ucrânia uma estimativa de 14.900 minas antitanque.
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