Panorama internacional

Hamas nega que perdeu controle em Gaza: 'Batalha apenas começou', diz liderança

Após o ministro da Defesa de Israel, Yoav Gallant, garantir que o Hamas perdeu o controle da região norte da Faixa de Gaza, o movimento rebateu as afirmações nesta terça-feira (14). Segundo o oficial do braço armado do Hamas, as Brigadas Al-Qassam, Osama Hamdan, a situação no campo de batalha contra o Exército israelense está controlada.
Sputnik
"Garantimos ao nosso povo e a todas as pessoas livres que a resistência e as Brigadas Al-Qassam estão no controle da situação na Faixa de Gaza. A batalha apenas começou, haverá mais por vir", declarou Hamdan durante entrevista coletiva em Beirute.
O grupo também divulgou que foram lançados diversos foguetes contra Tel Aviv em resposta ao massacre promovido por Israel contra a população palestina. A guerra já deixou mais de 11,5 mil palestinos mortos só na Faixa de Gaza, segundo autoridades locais, além de quase 30 mil pessoas feridas.
Na segunda-feira (13), Gallant revelou que militantes do Hamas tentavam fugir para o sul de Gaza depois que as Forças de Defesa de Israel (FDI) conseguiram destruir a estrutura militar do grupo. O conflito se concentra na parte norte, que já teve mais de 1,6 milhão de palestinos forçados a deixarem suas casas.

"As forças terrestres das FDI estão lutando nas áreas onde estão localizados vários batalhões da organização terrorista. A capacidade de combate foi seriamente desestruturada, e de fato as estruturas militares do Hamas na parte norte da Faixa de Gaza deixaram de funcionar de forma organizada", informou um comunicado na data.

Sob a justificativa de que as estruturas eram usadas para coordenar ataques e também como esconderijo, Israel não poupou sequer hospitais, o que levou todas as unidades a deixarem de funcionar no norte. Só o hospital Al-Shifa, o maior de Gaza, tem cerca de 7 mil pessoas abrigadas, além de 1,5 mil pacientes e extensa equipe médica, que atua em situação de total colapso.
Também nesta segunda, o governo israelense confirmou que o chefe da área de mísseis antitanque do Hamas foi morto pelas Forças Armadas durante um ataque. O lançamento de foguetes contra Israel no dia 7 de outubro pelo movimento, que conseguiram driblar o sistema de defesa, foi o responsável por Israel declarar guerra, além da incursão terrestre de militantes do grupo, que provocou cerca de 1,4 mil mortes.
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Militares das Forças de Defesa de Israel tomam Parlamento do Hamas em Gaza (FOTO)

Parlamento tomado pelo Exército

Os soldados das Forças de Defesa de Israel (FDI) também tomaram o Parlamento usado pelo movimento. Em foto tirada, a equipe é vista acenando com bandeiras de Israel no prédio do Conselho Legislativo do Hamas.
Conforme Yoav Gallant, os militares israelenses executaram as missões com "precisão, letalidade e em coordenação entre as forças aéreas, navais e terrestres". Por conta disso, também foi possível acabar com a operação militar organizada do Hamas em toda a região norte de Gaza.
"O Hamas não tem poder capaz de deter as FDI, que estão avançando para todos os pontos. O Hamas perdeu o controle de Gaza, terroristas estão fugindo para o sul, civis estão saqueando bases do Hamas, eles não têm confiança no governo", declarou o ministro em um vídeo transmitido nas principais emissoras de TV.
Dos 24 batalhões do Hamas, pelo menos 10 foram destruídos pelas Forças Armadas israelenses, conforme informaram nesta segunda.
A incursão terrestre, que aumentou ainda mais as tensões no território, foi iniciada há duas semanas por Israel, que enviou mais de 30 mil militares divididos em cinco brigadas regionais.
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