Panorama internacional

Israel espera liberação da Defesa para fechar Al Jazeera; número de jornalistas mortos sobe para 37

Tel Aviv pretende fechar a emissora no país e apreender seus equipamentos argumentando que o canal de TV "prejudica a segurança nacional israelense". Repórteres Sem Fronteiras levam ao Tribunal Penal Internacional (TPI) casos de jornalistas mortos durante conflito.
Sputnik
Nesta quarta-feira (1º), o ministro da Comunicação israelense, Shlomo Karhi, disse que a decisão de encerrar o canal Al Jazeera em Israel e apreender seus equipamentos aguarda a aprovação do ministro da Defesa, Yoav Gallant, após avaliações jurídicas e de segurança da medida por parte do governo em Tel Aviv.

"Do nosso ponto de vista, as ordens estão prontas para remover [a Al Jazeera] dos [provedores de TV a cabo] Hot e Yes, para fechar os escritórios [da Al Jazeera], […] apreender equipamentos de transmissão de jornalistas, […] revogar os passes de imprensa do governo, reter comunicações e serviços de Internet por empresas israelenses [para a Al Jazeera]. Tudo está pronto", disse Karhi durante um debate no plenário do Knesset sobre o assunto, relata o The Times of Israel.

A autoridade afirmou que a decisão de encerrar o canal de notícias acontece porque o governo israelense observou que a Al Jazeera "prejudica a segurança nacional israelense e incita o terrorismo", escreve o jornal.
"Esta questão está na porta do ministro da Defesa, após a sua aprovação, que ainda não recebemos. O pedido será levado ao gabinete de segurança para aprovação", disse Karhi.
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Karhi alegou, durante comentários no Knesset, que a Al Jazeera "fotografou e publicou" o posicionamento das Forças de Defesa de Israel (FDI), "transmitiu anúncios militares do Hamas" e "distorceu fatos de uma forma que incitou massas populares à revolta".
Também hoje (1º), o grupo Repórteres Sem Fronteiras (RSF) afirmou que 34 jornalistas foram mortos na guerra entre Israel e Hamas, sendo 12 no exercício do seu trabalho, 10 em Gaza, 1 em Israel e 1 no Líbano.
O grupo apelou ao TPI para investigar os assassinatos, os quais aponta terem sido executados por ambos os lados, tanto israelense quanto palestino.

"A escalada, a gravidade e a natureza recorrente dos crimes internacionais contra jornalistas, especialmente em Gaza, exigem uma investigação prioritária por parte do procurador do TPI. Temos apelado a isso desde 2018. Os atuais acontecimentos trágicos demonstram a extrema urgência da necessidade de ação do TPI", afirmou Christophe Deloire, secretário-geral do grupo RSF.

Até quinta-feira passada (26), o número de jornalistas mortos durante o confronto era 27, tendo subido para 34 nesta quarta-feira (1º).
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