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'Nosso povo aprecia muito a posição da Rússia', diz embaixador palestino em Moscou

Em discurso oficial, o embaixador palestino Abdel Hafiz Nofal elogiou o presidente russo, Vladimir Putin, confirmando que a Rússia é um aliado "fiel e confiável".
Sputnik
Hoje (26), em reunião com o líder da Administração Espiritual dos Muçulmanos da Federação da Rússia, o mufti Ravil Gaynetdinov, a autoridade palestina teceu elogios não somente às tentativas recentes da Rússia de emplacar uma resolução pacífica no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), mas também a ações do passado.

"O povo palestino aprecia muito a posição da liderança russa, pessoalmente do presidente Vladimir Putin, na defesa dos seus direitos. Vladimir Putin, naqueles dias em que começou a brutal agressão israelense contra a Faixa de Gaza, observou que a ONU, em 1947, anunciou a criação de dois Estados — Israel e Palestina. Israel existe, mas ainda estamos aguardando uma decisão sobre a criação de um Estado palestino", disse o embaixador.

Por conta do início da guerra, Nofal relembrou que por "três vezes os representantes da Federação da Rússia, no Conselho de Segurança da ONU, levantaram a questão da suspensão do bombardeio de Gaza, da troca de prisioneiros, e três vezes essas propostas de paz foram vetadas pelos países ocidentais".
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Mas, segundo a autoridade palestina, é "precisamente em períodos tão difíceis que estamos convencidos de que o mundo muçulmano tem um aliado fiel e confiável, que é a Rússia".
Nofal também destacou o papel dos fiéis da Catedral-Mesquita de Moscou e da Diretoria Espiritual Muçulmana da Federação da Rússia, que iniciaram projetos de caridade a favor da Palestina.

"Gostaria de salientar especialmente que não só os adeptos do Islã são solidários com o povo palestino. Recentemente, aqueles que vieram expressar a sua dor se reuniram na Embaixada. Pensávamos que seriam dezenas, mas na verdade milhares de pessoas vieram — nossos amigos ortodoxos, muçulmanos, representantes de outras organizações. Eles apoiam totalmente os palestinos. Todos fizeram perguntas sobre como podem ajudar, como podem aliviar o sofrimento do povo palestino. É durante desastres, durante situações difíceis, que se conhece um amigo", disse o embaixador à Sputnik.

O líder religioso Ravil ainda reforçou que a política do presidente russo Vladimir Putin demonstra a natureza pacífica da Rússia, reforçando que ele tem "o apoio dos muçulmanos, inclusive em relação à situação na Palestina, e a disponibilidade dos mesmos para fornecer assistência e apoio".
Ele também expressou gratidão aos embaixadores dos Estados árabes e de outros Estados que participaram de uma oração coletiva na catedral em homenagem às crianças palestinas mortas devido aos bombardeios israelenses.

"Quaisquer questões não resolvidas dos países muçulmanos ficam em segundo plano quando se trata da vida e morte de crianças, e a Palestina não é exceção. Em um momento difícil, todos nós expressamos unidade e solidariedade com o povo da Palestina, defendemos a implementação de medidas internacionais e acordos de paz", acrescentou Gaynetdinov.

Anteriormente, o líder religioso informou que, desde o início da escalada de tensão no Oriente Médio, os muçulmanos russos arrecadaram mais de 85 milhões de rublos (R$ 4,5 milhões) para os residentes palestinos afetados pelos ataques israelenses, ajudando a suprir necessidades básicas com o envio de alimentos e equipamentos médicos.
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