Panorama internacional

China registra fluxos recordes de importação de petróleo e carvão russos, diz mídia

As importações de commodities-chave da Rússia para o setor de energia chinês atingiram recordes históricos no mês passado, destacando a crescente parceria entre as duas nações mesmo diante do conflito ucraniano.
Sputnik
De acordo com a Bloomberg, as importações de carvão térmico e de coque — derivado do carvão betuminoso — da Rússia aumentaram para 10,6 milhões de toneladas em junho, acima do total combinado da Indonésia e da Mongólia, os outros principais exportadores para a China, segundo dados alfandegários divulgados nesta quinta-feira (20). Ainda segundo a mídia, no mesmo mês, os fluxos de petróleo da Rússia atingiram 10,5 milhões de toneladas, alta de mais de 40% em relação ao ano anterior.
A maior economia da Ásia tem aproveitado a oportunidade que as sanções ocidentais promoveram para comprar ainda mais petróleo e carvão de Moscou, já que os compradores ocidentais estão impedidos de embarques devido ao conflito ucraniano. Desde o início da operação militar especial da Rússia na Ucrânia, a China manteve laços amigáveis com Moscou recusando-se a aderir às sanções lideradas pelos Estados Unidos e pedindo por uma saída diplomática para o conflito.
No comércio de carvão, a Rússia desde meados de maio impulsionou o transporte ao longo da ferrovia trans-Baikal, que se conecta à cidade fronteiriça da China, Manzhouli, na Mongólia Interior. Além disso, há planos para outra rota ferroviária para o nordeste de Mohe em Heilongjiang, segundo o consultor chinês GRCoal Research Institute.
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Petróleo russo continua a fluir para a Europa

Segundo dados da empresa Vortexa, citados pelo Der Tagesspiegel em abril, a Índia importou pela primeira vez mais petróleo da Rússia do que dos seus antigos principais fornecedores, Arábia Saudita e Iraque, juntos: 1,7 milhões de barris por dia.
Desde dezembro de 2022, a União Europeia (UE) mantém um embargo ao petróleo russo embarcado por navio. Além disso, desde fevereiro, também está proibida a importação de derivados de petróleo da Rússia, como diesel e gasolina. O think tank finlandês Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo (CREA, na sigla em inglês) considera, no entanto, que este embargo está sendo contornado com a ajuda de países terceiros, como a Índia.
Além da Índia, a organização também aponta que China, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Cingapura lavam petróleo russo. No total, suas entregas de derivados de petróleo aos países ocidentais sancionadores aumentaram quase € 19 bilhões (cerca de R$ 94 bilhões) em um ano, após o início do conflito ucraniano, iniciado em 24 de fevereiro de 2022.
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