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Secretária do Tesouro dos EUA critica resposta da China em meio à retaliação antissanções

Janet Yellen está de visita à China, onde tentou simultaneamente criticar as "práticas econômicas injustas" do país asiático e defender a necessidade de um bom relacionamento entre ele e os Estados Unidos.
Sputnik
Janet Yellen, secretária do Tesouro dos EUA, pediu na sexta-feira (7) reformas de mercado na China e criticou Pequim por suas recentes ações duras contra empresas americanas e novos controles de exportação de alguns minerais essenciais, relata a agência britânica Reuters.
Yellen chegou a Pequim na quinta-feira (6) para tentar reparar as relações frágeis entre os EUA e a China, mas criticou o que ela chamou de "práticas econômicas injustas" da China.
Ela defendeu em uma reunião de sexta-feira (7) com o primeiro-ministro chinês Li Qiang uma relação econômica que não seja do gênero "o vencedor leva tudo, mas que, com um conjunto justo de regras, possa beneficiar ambos os países ao longo do tempo".
Yellen também falou à Câmara Americana de Comércio na China (AmCham, na sigla em inglês) após as conversas com o economista e ex-vice-premiê chinês Liu He, que a funcionária do Tesouro descreveu como "substantivas". Além disso, a política dialogou com o principal banqueiro central chinês Yi Gang.
"Fortalecer a cooperação é a necessidade realista e a escolha correta da China e dos Estados Unidos [...] para injetar estabilidade e energia positiva nas relações entre a China e os EUA", comentou Li.
Yellen disse esperar que sua visita estimulasse uma comunicação mais regular entre os dois rivais e afirmou que qualquer ação direcionada de Washington "para proteger sua segurança nacional" não deve prejudicar "desnecessariamente" a relação bilateral mais ampla.
Ao mesmo tempo, o Ministério das Finanças da China afirmou na sexta-feira (7) em um comunicado que Pequim espera que Washington tome "ações concretas" para criar um ambiente favorável ao desenvolvimento saudável dos laços econômicos e comerciais.
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"Não há vencedores em uma guerra comercial ou no desacoplamento e na 'quebra de cadeias'" de abastecimento, advertiu o comunicado.
A China colocará a partir de 1º de agosto uma restrição à exportação de gálio e germânio, terras raras usadas na fabricação de semicondutores, em aparente resposta aos controles de exportação dos próprios semicondutores impostos pelos EUA e seus aliados Países Baixos e Japão a partir de 2022.
Apesar das conversas sobre a dissociação econômica entre os EUA e a China, dados recentes mostram uma relação comercial fundamentalmente sólida, com o comércio bilateral atingindo um recorde de US$ 690 bilhões (R$ 3,39 trilhões) em 2022, menciona a Reuters.
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