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Mídia: Trump pretende coletar US$ 2 milhões para campanha eleitoral, mas enfrenta 400 anos de prisão

O ex-presidente dos EUA Donald Trump deve realizar a primeira arrecadação de fundos para sua campanha eleitoral de 2024 na noite de terça-feira (13), horas depois de ser acusado em um tribunal de Miami, diz o jornal Politico.
Sputnik
O evento ocorrerá em seu clube de golfe em Bedminster, Nova Jersey, e, de acordo com os consultores, será o primeiro de uma série de eventos para doadores e patrocinadores, a ser organizados em todo o país.

"A campanha disse que espera arrecadar US$ 2 milhões [R$ 9,7 milhões] no evento, ajudando a reforçar os cofres do ex-presidente poucas semanas antes do fim do prazo do segundo trimestre e enquanto Trump se prepara para o que pode ser uma longa e cara luta pela nomeação", escreve o jornal.

As pesquisas mostram Trump bem à frente de seus principais rivais republicanos. No entanto, Trump enfrenta um oponente bem financiado, Ron DeSantis, que conseguiu o apoio de alguns dos maiores doadores do partido e arrecadou mais de US$ 8 milhões (R$ 39 milhões).
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O artigo indica que há muito tempo que Trump depende de doadores de pequenos valores para impulsioná-lo politicamente.

"A contribuição média, segundo os envolvidos em sua campanha de 2024, é de cerca de US$ 30 [R$ 146]."

No início do dia, Trump deverá chegar a Miami, onde foi intimado sob a acusação de manter documentos secretos que havia levado da Casa Branca para sua propriedade em Mar-a-Lago, no sul da Flórida.
Na última sexta-feira (9), Trump foi indiciado por 37 acusações com uma possível sentença combinada de até 400 anos de prisão. O próprio ex-presidente insiste que é inocente.
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A Sputnik entrevistou alguns especialistas norte-americanos sobre a questão.
Há quem diga que o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode ser perdoado em troca da promessa de encerrar sua campanha presidencial e não concorrer à presidência no futuro.

"Acredito que, se ele for condenado, cumprirá a pena mínima e será perdoado por quem assumir a presidência", acredita David Cannady, ex-procurador assistente do condado de Broward, Flórida.

De acordo com ele, o ex-chefe da Casa Branca pode tentar garantir sua libertação por meio de um acordo, principalmente prometendo desistir de suas ambições presidenciais.
Por sua vez, a consultora política Michele Watley pensa que a riqueza e as conexões familiares de Trump permitirão que ele evite uma condenação.

"Sei que uma condenação estimulará seus apoiadores [...] Eles não o abandonarão porque ele cumpriu suas promessas", afirmou.

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