Panorama internacional

Ex-executivo da Samsung é acusado de roubar informação para criar fábrica clone na China

O ex-alto funcionário, cujo nome não foi revelado, teria tentado construir na China uma fábrica igual à da Coreia do Sul, aponta a acusação da Promotoria do Distrito de Suwon.
Sputnik
Um ex-executivo sênior da sul-coreana Samsung Electronics foi preso e indiciado por roubar os segredos comerciais da gigante de eletrônicos para construir uma fábrica de chips imitadora na China, concluíram na segunda-feira (12) promotores da Coreia do Sul.
O ex-executivo, cujo nome não foi divulgado, foi acusado de violar as leis de proteção à tecnologia industrial e de prevenção à concorrência desleal, de acordo com a Promotoria do Distrito de Suwon, citada na segunda-feira (12) pela agência sul-coreana Yonhap.
Ele é acusado de tentar construir de agosto de 2018 a 2019 uma cópia completa da fábrica de semicondutores da Samsung na China após adquirir ilegalmente dados confidenciais da empresa, incluindo dados básicos de engenharia da fábrica de chips e a projeção da estrutura e dos processos.
Esses segredos comerciais essenciais para a fabricação de chips DRAM e flash NAND abaixo de 30 nanômetros são considerados tecnologias nacionais essenciais na Coreia do Sul.
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No entanto, o suposto plano não se concretizou porque uma empresa taiwanesa quebrou a promessa de investir oito trilhões de wons sul-coreanos (R$ 30,32 bilhões) no projeto, segundo a Promotoria do Distrito de Suwon.
Em vez disso, o ex-executivo alegadamente recebeu um investimento de 460 bilhões de wons (R$ 1,74 bilhão) de investidores chineses e produziu produtos de teste em uma fábrica de chips construída em 2022 com base na tecnologia da Samsung em Chengdu, China.
A promotoria também indiciou outras seis pessoas: um funcionário de uma subcontratada da Samsung e cinco funcionários de uma fabricante de chips chinesa criada pelo ex-executivo. Os últimos não foram detidos sob a acusação de conspiração no suposto vazamento de tecnologia.
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