Panorama internacional

EUA estão preocupados com a queda de competitividade na América Latina frente à China, diz mídia

A perda de influência dos Estados Unidos na região latino-americana está se tornando cada vez mais evidente e já está despertando preocupações na Casa Branca. No entanto, até agora os EUA carecem das ferramentas necessárias para enfrentar o problema e competir com a China, que está aumentando sua presença na região.
Sputnik
O diretor principal do Conselho de Segurança Nacional para o Hemisfério Ocidental, Juan González, afirmou que Washington busca medidas para fortalecer sua posição nos países latino-americanos e pretende reformar ou promover mudanças em vários organismos existentes, como a Corporação Financeira de Desenvolvimento Internacional, o Banco Interamericano de Desenvolvimento, a Organização dos Estados Americanos e outros.
González indicou que os EUA estão tentando competir com as ferramentas "do passado", enquanto outros Estados, sobretudo a China, já recorrem aos mecanismos "do futuro", informou a Bloomberg. Ainda segundo a mídia, o avanço do país asiático nos processos de construção de infraestruturas na América Latina é o que preocupa o diretor do conselho.
"Temos que desenvolver ferramentas para competir neste espaço. No momento, as ferramentas que temos não são suficientes", disse González.
A China trabalhou muito para se tornar um parceiro importante de muitos países sul-americanos. No entanto, a autoridade destaca que os EUA desfrutam das suas conquistas no domínio dos investimentos no setor privado.
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Em 2013, a China anunciou a vontade de iniciar o projeto Nova Rota da Seda (também conhecido como Um Cinturão, Uma Rota) com a intenção de construir rodovias, ferrovias e linhas marítimas que vão se estender do centro da China até o porto de Roterdã, nos Países Baixos, atravessando a Ásia Central e a Rússia. A construção desta rota propôs um novo conceito nas relações internacionais, baseado no livre comércio entre as nações, de forma a criar uma ordem baseada na prosperidade e estabilidade.
O projeto mais ambicioso da China é visto por muitos como uma iniciativa puramente econômica e comercial que se concentra em grandes projetos de infraestrutura, principalmente de transporte e energia — estradas, pontes, gasodutos, portos, ferrovias e usinas elétricas. Em 2021, o presidente chinês, Xi Jinping, declarou que os projetos Um Cinturão, Uma Rota ajudariam a tirar 7,6 milhões de pessoas globalmente da pobreza extrema até 2030.
Em 2017, a iniciativa chegou à região da América Latina, quando o Panamá foi o primeiro a assinar o memorando Faixa e Rota da Seda. Mais tarde se juntaram Antígua e Barbuda, Barbados, Bolívia, Chile, Costa Rica, Cuba, Equador, El Salvador, Granada, Guiana, Jamaica, Peru, República Dominicana, Suriname, Trinidad e Tobago, Uruguai e Venezuela. Em 2022, a Argentina se tornou o 21º membro do projeto chinês.
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