Ciência e sociedade

Chances de uma IA 'mais inteligente' acabar com a humanidade são de 50% ou mais, adverte físico

Enquanto cientistas de todo o mundo continuam trabalhando no aperfeiçoamento da tecnologia de inteligência artificial (IA), vários estudiosos alertam que essa linha específica de pesquisa pode acabar significando o fim da humanidade.
Sputnik
Um dos alertas sobre a IA foi enviado recentemente pelo físico e pesquisador de aprendizado de máquinas, Max Tegmark, que sugeriu que, a menos que o desenvolvimento da tecnologia seja desacelerado, isso colocaria a humanidade em risco de extinção.
Durante uma entrevista na TV sueca no início desta semana, Tegmark estimou a probabilidade de uma IA suficientemente avançada acabar com a humanidade em pelo menos 50%.
Segundo ele, se "perdermos o controle de nossa sociedade para máquinas muito mais inteligentes do que nós", a humanidade pode compartilhar o destino de espécies animais que foram extintas devido às ações das criaturas mais inteligentes da Terra, os humanos.
"Exatamente como isso aconteceria é pura especulação, mas o que acontecerá é muito provável, eu diria que é mais de 50% de risco", alertou Tegmark.
Tegmark está longe de ser o único cientista no mundo que desconfia da IA, já que no mês passado o cientista da computação britânico-canadense Geoffrey Hinton, conhecido popularmente como o "Padrinho da IA" devido a suas façanhas no campo das redes neurais, sugeriu que a IA "poderia ficar mais inteligente do que nós e poderia decidir assumir o controle".
Um número considerável de especialistas em IA e celebridades da tecnologia, como Elon Musk, também já alertou sobre os riscos potenciais associados ao desenvolvimento da inteligência artificial.
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