Panorama internacional

Mídia americana: sanções dos EUA incentivam empresas da China a desenvolver inteligência artificial

As tentativas dos EUA de restringir o acesso da China a novos chips estão provocando projetos que poderão limitar o impacto de sanções, de acordo com mídia.
Sputnik
As sanções impostas pelos EUA contra as empresas chinesas de tecnologia estão incentivando a China a desenvolver ainda mais a pesquisa de inteligência artificial (IA), escreve no domingo (7) o jornal norte-americano Wall Street Journal (WSJ).
"As sanções dos EUA estão pressionando as empresas de tecnologia chinesas a acelerar a pesquisa para o desenvolvimento de inteligência artificial avançada sem depender dos mais recentes chips dos EUA", disse o jornal, citando uma análise de pesquisas sobre o assunto e entrevistas com funcionários de empresas.
O documento relata que as empresas chinesas estão explorando métodos que podem permitir que elas obtenham um alto desempenho nas tecnologias de inteligência artificial com semicondutores menores ou menos potentes. Elas também estão explorando como combinar diferentes tipos de chips para evitar a dependência de um único tipo de hardware.
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Como observa o artigo, a aplicação de tais soluções alternativas para alcançar os líderes de IA dos EUA continua sendo um grande desafio. No entanto, alguns testes se mostraram promissores e, se bem-sucedidos, a pesquisa poderia permitir que as empresas de tecnologia chinesas resistam às sanções dos EUA. O provedor de telecomunicações chinês Huawei, a empresa de buscas Baidu e o Alibaba Group estão entre os que procuram maneiras de extrair mais valor dos chips de computador existentes, diz o WSJ.
A partir do início de outubro de 2022, os EUA restringiram o acesso de 28 empresas chinesas de tecnologia a semicondutores fabricados com tecnologia americana. Representantes de Washington falaram diretamente com os Países Baixos e o Japão para impedir a exportação de componentes críticos para a produção de chips avançados, havendo também conversações semelhantes com a Coreia do Sul.
As restrições se aplicam não apenas a suprimentos de empresas norte-americanas, mas também a qualquer empresa no mundo que use tecnologia de semicondutores dos EUA. O Ato CHIPS e Ciência de 2022, assinado em agosto desse ano por Joe Biden, presidente dos EUA, também criou subsídios de US$ 52,7 bilhões (R$ 273,21 bilhões) para apoiar os fabricantes de semicondutores nos EUA, e fortalecer a posição do país na concorrência com a China.
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