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EUA construirão 4 novas bases militares perto do mar do Sul da China, diz mídia

Os Estados Unidos estão prontos para construir quatro novas bases militares espalhadas em torno das Filipinas, disse o presidente filipino, Ferdinand Marcos, observando que pelo menos uma instalação seria colocada perto de uma cadeia de ilhas disputada, reivindicada pela China e várias outras nações.
Sputnik
Falando a repórteres na quarta-feira (22), o líder filipino apresentou detalhes adicionais sobre as novas instalações, que foram reveladas pela primeira vez no mês passado como parte do Acordo de Cooperação em Defesa Reforçada (EDCA, na sigla inglês) com Washington. No entanto, ele disse que não poderia revelar sua localização exata até que um anúncio formal seja feito junto com os EUA.

"Há quatro locais extras espalhados em torno das Filipinas – há alguns no norte, há alguns em torno de Palawan, há alguns mais ao sul", disse ele, acrescentando que as bases ajudariam a defender a maior ilha do país, Luzon.

Palawan é uma das regiões mais ocidentais das Filipinas, e está situada a cerca de 320 quilômetros a leste do disputado arquipélago Spratly no mar do Sul da China, que também é conhecido por vários outros nomes locais.
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Seis países reivindicaram partes da pequena cadeia de ilhas, entre elas China, Taiwan, Vietnã, Malásia, Brunei e Filipinas, embora funcionários dos EUA tenham repetidamente rejeitado as alegações de Pequim como "ilegais".
Bases americanos em Luzon, enquanto isso, provavelmente serão construídas com Taiwan em mente, dada a sua proximidade com a ilha autônoma, que a China considera seu território soberano.
Embora Washington tenha mantido por muito tempo uma política de "ambiguidade estratégica" em relação a Taipé, o presidente Joe Biden rompeu com essa abordagem, afirmando explicitamente que as forças dos EUA viriam em defesa de Taiwan no caso de um ataque chinês.
Questionado sobre os planos para as novas bases durante uma coletiva de imprensa na quarta-feira (22), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Wang Wenbin, argumentou que a cooperação militar entre países deve ser "conducente à paz e estabilidade regional e não direcionada ou prejudicial aos interesses de terceiros".

"O lado dos EUA, por interesses egoísticas, permanece preso a uma mentalidade de soma zero e continua aumentando o destacamento militar na Ásia-Pacífico", declarou ele, acrescentando que "os países regionais precisam permanecer vigilantes e evitar serem coagidos ou usados pelos EUA".

O presidente filipino alertou sobre um ambiente de segurança "complexo" e "imprevisível" na região, dizendo que estava ciente de uma "ameaça emergente" que exigiria "ajustes em nossa estratégia", sem elaborar.
Sob a EDCA de 2014, os EUA foram inicialmente autorizados a construir cinco bases militares em torno das Filipinas, mas o pacto foi recentemente estendido a quatro locais "estratégicos" adicionais. Washington gastou até agora US$ 82 milhões (R$ 429,43 milhões) nas cinco instalações originais e continua a trabalhar em bases que posteriormente hospedarão destacamentos rotativos de tropas.
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