Panorama internacional

Reino Unido quer se unir à Alemanha e Noruega para financiar Fundo Amazônia no Brasil, diz ministra

Autoridade britânica do Meio Ambiente esteve no Brasil para posse de Lula e demonstrou o intuito de Londres de aderir ao projeto. Reino Unido ocupa hoje o terceiro lugar no ranking de países que mais colaboraram com o meio ambiente brasileiro, tendo comprometido mais de £ 250 milhões (1,6 bilhão).
Sputnik
Na segunda-feira (2), a ministra britânica do Meio Ambiente, Alimentos e Assuntos Rurais, Therese Coffey, afirmou que o Reino Unido está considerando "seriamente" ingressar no Fundo Amazônia para financiar a sustentabilidade na floresta tropical.

"É algo que estamos analisando seriamente", disse Coffey à Reuters, acrescentando que o governo britânico já está conversando com os atuais parceiros do fundo, Noruega e Alemanha – que doaram US$ 1,2 bilhão (R$ 6,5 bilhões) para a criação da iniciativa – sobre como se envolver.

Coffey também afirmou que Londres tem muito a oferecer ao Brasil, desde programas de sustentabilidade rural e arquitetura de baixo carbono para ajudar na mobilização de fundos com sua força como um centro global de finanças verdes.
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O fundo foi congelado pelo governo de Jair Bolsonaro, o qual alegou irregularidades entre projetos administrados por ONGs sem oferecer nenhuma prova.
Entrentato, uma das primeiras decisões de Lula no cargo foi revogar as políticas de Bolsonaro que diluíram a proteção ambiental e ajudaram a contribuir para o desmatamento que atingiu o maior nível em 15 anos, incluindo uma medida que incentivava a mineração em terras indígenas protegidas.
A ministra veio ao Brasil para posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e se reuniu com sua homóloga brasileira, Marina Silva, o ministro da Agricultura, Carlos Favaro, e a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara.
Ao mesmo tempo, Coffey informou que o governador do Pará, Helder Barbalho, a convidou para visitar o vasto estado amazônico para ver projetos na floresta tropical.
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