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PF conclui inquérito que aponta que Bolsonaro cometeu atentado contra a paz pública em live

A Polícia Federal (PF) concluiu nesta quarta-feira (28) as investigações relativas a um inquérito aberto para apurar se o presidente sainte Jair Bolsonaro (PL) cometeu crimes ao difundir informações falsas sobre a vacina contra a COVID-19. Após o atual mandatário faltar às audiências, a conclusão foi pelo indiciamento.
Sputnik
Conforme informou a Folha de S.Paulo, a PF imputou a Bolsonaro os crimes de atentado à paz pública — ao relacionar a vacina contra a COVID-19 com o vírus da AIDS — e incitação ao crime — ao estimular pessoas a não usarem máscara de proteção.

"Jair Messias Bolsonaro, de forma direta, voluntária e consciente, disseminou as desinformações produzidas por Mauro Cesar Barbosa Cid, em sua 'live' semanal no dia 21 de outubro de 2021, causando verdadeiro potencial de provocar alarma junto aos espectadores", diz trecho do inquérito da PF.

A delegada Lorena Lima Nascimento, responsável pelo caso, enxergou um "verdadeiro potencial de provocar alarma junto aos expectadores [da live], ao propagar a desinformação de que os 'totalmente vacinados contra a Covid-19' estariam 'desenvolvendo a síndrome de imunodeficiência adquirida muito mais rápido que o previsto'".
O encerramento do inquérito foi comunicado ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo informações da imprensa, Bolsonaro deve viajar para um resort nos Estados Unidos e não vai participar da cerimônia de posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O petista derrotou o atual presidente nas eleições de outubro deste ano.
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