Panorama internacional

Medvedev: Rússia fará de tudo para evitar 3ª guerra mundial e o desastre nuclear

Vice-representante do Conselho de Segurança da Rússia alerta que o mundo seguirá à beira de um desastre, caso a Rússia não receba as garantias de segurança necessárias.
Sputnik
O vice-representante do Conselho de Segurança da Rússia, Dmitry Medvedev, disse neste domingo (25) que a Rússia fará de tudo para evitar a terceira guerra mundial e um desastre nuclear e que as tensões globais provavelmente continuarão "indefinidamente" até que a Rússia receba as garantias de segurança necessárias.

"Se não recebermos [as garantias de segurança adequadas], a tensão persistirá indefinidamente. O mundo continuará à beira da terceira guerra mundial e de um desastre nuclear. Faremos tudo para evitá-los", escreveu Medvedev, em artigo para o jornal russo Rossiyskaya Gazeta.

Medvedev acrescentou que a Rússia não tinha nada para negociar com o Ocidente porque a confiança foi prejudicada e os eventos, ocorridos em 2022, eliminaram a oportunidade de manter um diálogo baseado na confiança. Segundo ele, as tentativas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) de se expandir para o leste eram "preparações para travar uma guerra com a Rússia".
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Em 3 de dezembro, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a futura arquitetura de segurança da Europa após um acordo pacífico na Ucrânia deveria incluir garantias de segurança para a Rússia.

No início de dezembro, o vice-ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Ryabkov, disse que Moscou continuava pronta para retornar às discussões sobre garantias de segurança se o Ocidente estivesse interessado.

A Rússia encaminhou suas propostas sobre garantias de segurança aos Estados Unidos e outros países da OTAN em dezembro de 2021. O documento incluía garantias de que a OTAN não se expandiria mais para o leste, referindo-se principalmente à possível adesão da Ucrânia e disposições sobre o não desdobramento de armas ofensivas, inclusive nucleares.
Em resposta, os Estados Unidos e os países da OTAN disseram que as demandas russas relativas à expansão da aliança não poderiam ser atendidas, pois a aliança estava comprometida com sua política de portas abertas.
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