Panorama internacional

Europa será a mais afetada em desaceleração global, diz OCDE

Relatório da organização divulgado nesta terça-feira (22) traça projeções pessimistas para a economia da Europa nos próximos anos.
Sputnik
O mundo será capaz de evitar uma recessão global em 2023, mas o conflito na Ucrânia vai desencadear a maior crise energética desde os anos 1970, que vai impactar sobretudo a Europa.
As conclusões são de um relatório divulgado nesta terça-feira (22) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Intitulado "Confrontando a Crise", o documento traça as projeções para a economia global nos próximos anos. As perspectivas da organização não são otimistas.

"A economia global enfrenta desafios significativos. O crescimento perdeu ímpeto, a alta inflação se espalhou por todos os países e produtos e está se mostrando persistente. Os riscos são desviados para o lado negativo. A escassez de oferta de energia pode elevar os preços. Os aumentos das taxas de juros, necessários para conter a inflação, agravam as vulnerabilidades financeiras", diz o relatório.

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Segundo o relatório, a expansão da economia global deve cair de 3,1%, em 2022, para 2,2%, em 2023. Em 2024, a OCDE prevê uma ligeira melhora, com uma expansão de 2,7%.
Já para a zona euro, a organização prevê uma desaceleração maior na economia, caindo de 3,3%, neste ano, para 0,5%, em 2023. Em 2024, a projeção de expansão é de 1,4%, ainda bem abaixo do percentual deste ano.
Para o Reino Unido, que não faz parte da zona euro, a OCDE prevê uma retração de 0,4% na economia neste ano. Anteriormente a estimativa era de expansão de 0,2%. Segundo o relatório, os Estados Unidos devem ter um crescimento econômico de 1,8% neste ano, 0,5% em 2023 e 1% em 2024. Já no recorte do Brasil, a organização aponta uma expansão econômica de 2,8% em 2022, 1,2% em 2023 e 1,4% em 2024.

"Espera-se que uma política monetária mais restritiva e taxas de juros mais altas, preços de energia persistentemente altos, fraco crescimento real da renda familiar e declínio da confiança afetem o crescimento. Os Estados Unidos e a Europa estão desacelerando acentuadamente e as principais economias dos mercados emergentes asiáticos devem responder por quase três quartos do crescimento do PIB global em 2023", diz o relatório.

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