Ciência e sociedade

Oumuamua 2.0: cientistas dizem que precisamos estar prontos para próximo visitante interestelar

Novo estudo sugere uma missão para interceptar um objeto interestelar no espaço e "dar uma olhada de perto" para ver exatamente do que é feito.
Sputnik
Em 2017, um corpo de 400 metros de comprimento foi identificado como o primeiro objeto interestelar conhecido e observado a passar pelo nosso Sistema Solar. Apelidado de Oumuamua, ele era diferente de qualquer coisa observada anteriormente.
Os cientistas não estavam prontos para a passagem do Oumuamua. Em meses, ele girou em torno do Sol e saiu do nosso alcance, passando por Marte e depois pelas órbitas de Júpiter. Atualmente, estima-se que esteja a quase três bilhões de quilômetros de distância da Terra.
Ilustração mostra asteroide Oumuamua indo na direção à periferia do Sistema Solar (imagem ilustrativa)
Para evitar que a passagem de objetos espaciais semelhantes Oumuamua não seja estudada pela humanidade, cientistas estão desenvolvendo um plano para "observar de perto" o próximo objeto interestelar de interesse.
O astrônomo de Harvard Avi Loeb e o estudante de astrofísica Amir Siraj escreveram um artigo detalhando o que seria necessário para tal missão.
Em entrevista à revista Vice, eles defenderam que o Oumuamua pode ter sido uma peça de tecnologia alienígena, e calcularam a velocidade necessária para uma espaçonave terrestre alcançar o objeto espacial a ponto de investigá-lo.
Loeb e Siraj sugerem que uma espaçonave deve estar à espreita, pronta para interceptar quaisquer objetos interessantes que venham de fora do nosso Sistema Solar. Eles sugerem que a nave seja armazenada no espaço sideral, possivelmente na região L2, onde fica o Telescópio James Webb.
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Idealmente, a nave chegaria a algumas centenas de quilômetros do objeto e tiraria fotos que ajudariam a identificar a composição do objeto.
A Iniciativa para Estudos Interestelares, no início deste ano, propôs o Projeto Lyra, com a intenção de enviar uma espaçonave atrás do objeto misterioso e pegá-lo em 2047. Se seu plano for posto em ação, exigirá a espaçonave mais rápida criada pelo homem.

A passagem do Oumuamua

Após a descoberta de Oumuamua em outubro de 2017, o misterioso objeto atingiu seu ponto mais próximo da Terra em agosto de 2019. Menos de um ano depois, estava tão distante que não pode mais ser detectado por telescópios.
As origens e composição de Oumuamua permanecem desconhecidas para os cientistas, com teorias que vão desde um fragmento de um exoplaneta até tecnologia alienígena. Seja o que for, os cientistas acreditam que se pudéssemos observá-lo de perto, poderíamos ter descoberto mais segredos sobre a formação de nossa galáxia e o que está além do nosso Sistema Solar.
O maior mistério sobre o objeto não era o seu tamanho estranho, sua composição desconhecida ou de onde teria vindo, mas sim por que Oumuamua de repente acelerou enquanto estava em nosso Sistema Solar, um evento que deixou os cientistas perplexos.
O asteroide Oumuamua
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