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Roberto Jefferson se entrega à Polícia Federal e é preso no RJ

Após atacar agentes federais com tiros e granadas e passar oito horas desrespeitando ordem legal de prisão, o ex-deputado-federal Roberto Jefferson se entregou à Polícia Federal (PF) na noite deste domingo (23).
Sputnik
Mais cedo, os agentes federais foram recebidos por Jefferson a tiros de fuzil e granadas ao tentarem cumprir um mandado de prisão na cidade fluminense de Comendador Levy Gasparian, no interior do Rio de Janeiro. Dois agentes tiveram ferimentos leves.
Preso, Jefferson, aliado próximo do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (PL), será levado à sede da PF, no Centro do Rio de Janeiro e depois fará um exame de corpo de delito antes de ser transferido para o presídio Bangu 8.

Após a prisão, Bolsonaro divulgou um vídeo prestando solidariedade aos policiais feridos e afirmando que o "tratamento dispensado a quem atira contra policiais é o bandido".
O ex-presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também emitiu uma nota em solidariedade aos policiais:
"Minha solidariedade ao delegado Marcelo Vilella e a policial Karina Lino Miranda de Oliveira, feridos quando estavam apenas exercendo seu dever. Torcendo pela rápida recuperação. A democracia e a civilização vencerão a barbárie", disse.
Os policiais feridos são o delegado Marcelo Vilella e a policial Karina Lino de Miranda, de 31 anos. Ambos foram atendidos em um hospital da região e receberam alta.
Os policiais cumpriam uma ordem judicial de prisão determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), após o ex-deputado veicular novos vídeos com ataques ao processo eleitoral e a ministros da corte.
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