Panorama internacional

Tropas francesas deixam o Mali sob 'acusações de neocolonialismo'

Após mais de nove anos no Mali, os soldados franceses completaram sua retirada do país nesta segunda-feira (15).
Sputnik
O último destacamento da força Barkhane em solo maliano atravessou a fronteira entre o Mali e o Níger, um marco no fim da campanha francesa no país africano.
A retirada das tropas foi ordenada em 17 de fevereiro pelo presidente da França, Emmanuel Macron, após diversos atritos políticos com a junta militar que governa o Mali.
Neste dia [15], os últimos soldados da Operação Barkhane presentes em solo maliano cruzaram a fronteira entre o Mali e o Níger. Eles vieram da plataforma operacional do deserto de Gao, agora transferida para as Forças Armadas do Mali.
Nesta segunda-feira (15), o chefe de Estado francês saudou, segundo a Rádio França Internacional (RFI), o empenho dos soldados franceses "que, durante nove anos, combateram grupos terroristas armados em solo maliano".
O presidente da França também lamentou pelos soldados mortos e defendeu a operação que tinha como objetivo combater o terrorismo na região.
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Em uma crítica implícita às autoridades malianas resultantes de dois golpes de estado, Macron reafirmou seu desejo de "prosseguir este compromisso ao lado de todos os Estados que optam pela luta contra o terrorismo e pelo respeito à estabilidade e à convivência entre as comunidades".
A Operação Serval foi lançada em janeiro de 2013 contra os grupos jihadistas que haviam conquistado o norte do país e ameaçavam avançar para Bamaco, a capital, e foi sucedida, em agosto de 2014, pela Operação Barkhane, visando os jihadistas dispersos no Sahel.
Bamaco repreendeu o presidente francês reiteradas vezes por sua "postura neocolonial". O porta-voz do governo, o coronel Abdoulaye Maiga, acusou a França de incitar o ódio étnico no Exército maliano.
Recentemente, em uma entrevista, o general francês Laurent Michon, que liderou o Exército francês no Mali, somou-se aos críticos da Operação Barkhane.
Embora rejeite que a operação tenha sido um fracasso, ele apontou que o país africano "continua com problemas com terrorismo, e atualmente é governada por uma junta militar que se opõe a presença dos franceses na região".
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