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Cassação de Gabriel Monteiro é aprovada no Conselho de Ética na Câmara do Rio

O Conselho de Ética da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro aprovou nesta quinta-feira (11) a cassação do mandato do vereador Gabriel Monteiro (PL) por quebra de decoro em razão de vídeos em que o parlamentar aparece fazendo sexo com adolescentes. A decisão vai ao plenário.
Sputnik
A recomendação do conselho pela cassação do ex-policial militar foi aprovada por unanimidade — 7 votos a 0 — e será avaliada no plenário da Casa legislativa na próxima terça-feira (16).
Caso os vereadores confirmem a decisão, Monteiro perde o mandato e os direitos políticos — o que pode atrapalhar os planos dele de concorrer à Câmara dos Deputados nas eleições de outubro pelo mesmo partido do presidente Jair Bolsonaro.
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O relator do caso, Chico Alencar (Psol), afirma em seu parecer que os fatos narrados na denúncia apresentada à comissão — como a edição e manipulação de vídeos e as violações do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), incluindo crimes sexuais, agressões e intimidações praticadas pelo parlamentar contra ex-assessores e outras pessoas — constituem motivo para a cassação.
"Entreguei ao juízo do Conselho um parecer, e o parecer tem um relatório, a descrição de todas as etapas do processo ético-disciplinar contra Gabriel Monteiro, tem também a contextualização", explicou o vereador, em coletiva de imprensa.

"Ninguém age só com um raio em céu azul naquele episódio específico. Há um contexto que envolve as atitudes objetivas examinadas, no mérito das acusações, os fatos laterais relevantes que compõem a personalidade pública do representado, isso tudo é o parecer", disse o relator.

"Hoje também estamos dando uma resposta às mulheres e às crianças. Foram as jovens as maiores vítimas em todo o decorrer, em todos os requerimentos que nós vimos no processo. Essas crianças, essas mulheres precisam de uma resposta. Acho que essa Casa tem que dar essa resposta", disse em coletiva a vereadora Teresa Bergher (Cidadania), integrante do colegiado.
A defesa do parlamentar alega que houve um complô de ex-funcionários contra ele na apresentação das denúncias.
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