Notícias do Brasil

Lula: Bolsonaro faz maior distribuição de dinheiro da História do Brasil às vésperas da eleição

Petista afirma que não há precedentes desde o fim do Império no Brasil de alguém que, faltando 57 dias para as eleições, resolva fazer uma distribuição de mais de R$ 50 bilhões em benefícios que vão apenas até dezembro.
Sputnik
Nesta terça-feira (9), durante debate pela manhã na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o ex-presidente Lula acusou o atual chefe do Executivo, Jair Bolsonaro (PL), de fazer a maior distribuição de dinheiro da História às vésperas de uma eleição.
De acordo com o jornal O Globo, o petista sublinhou que o "Brasil atravessa uma crise de credibilidade, de governabilidade, de falta de sintonia entre o Estado através do governo com as instituições".
"Vamos concorrer em uma eleição vendo um dos adversários [Bolsonaro], para não citar o nome, fazendo a maior distribuição de dinheiro que uma campanha política já viu desde o fim do Império. Não há precedentes na História do Brasil de alguém que, faltando 57 dias para as eleições, resolva fazer uma distribuição de R$ 50 bilhões e poucos em um benefício que só dura até dezembro", afirmou Lula.
Lula ainda disse estar preocupado se "o povo aceitará a retirada do benefício" e que "sociedade precisa ficar atenta porque o sinal do comportamento de alguém para ganhar uma eleição não é tranquilo".
O ex-presidente se remete a vários benefícios aprovados pelo governo Bolsonaro às vésperas das eleições, como o Auxílio Brasil no valor de R$ 600, a duplicação do Auxílio Gás e a criação de um vale de R$ 1.000 para caminhoneiros.
Notícias do Brasil
Governo Bolsonaro libera R$ 27 bi para aumentar Auxílio Brasil e mais benefícios sociais
Além disso, haverá auxílio para taxistas, repasse de recursos para evitar aumento de preços no transporte público, subsídios para o etanol e reforço de verba no programa de aquisição e doação de alimentos. O custo total da PEC é estimado em R$ 41,25 bilhões.
Entretanto, o efeito fiscal para o país será avassalador, tendo o próprio Ministério da Economia chamado a PEC de PEC Kamikaze e "bomba fiscal".
Comentar