Panorama internacional

Taiwan garante que resistirá à China em meio ao aumento das tensões na região

Taipé afirmou que enviou aviões e navios para responder à crescente atividade militar da China em torno do território autogovernado e que não sucumbirá à sua pressão.
Sputnik
O Ministério da Defesa de Taiwan disse no domingo (7) que não sucumbirá à pressão da China após Pequim ter intensificado as atividades militares em torno do território autogovernado como resposta à visita de Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, de acordo com a agência norte-americana Bloomberg.
Segundo o ministério, as manobras da China têm simulado ataques à ilha de Taiwan e navios taiwaneses e destacado drones para perto das ilhas remotas do território autogovernado.
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Devido a isso, indicou Taipé, as forças taiwanesas enviaram aviões e navios e estão monitorando a situação através de vigilância e reconhecimento.
"A China tem usado brutalmente ações militares para perturbar a paz e a estabilidade regional", afirmou no domingo (7) aos jornalistas Su Tseng-chang, primeiro-ministro de Taiwan.
Em julho, após o anúncio da futura visita de Pelosi a Taiwan, Pequim advertiu que responderia a tal ação, que vê como minando o princípio de Uma Só China acordado com os EUA nos anos 1970. O governo chinês vê Taiwan, cuja independência nunca reconheceu, como uma província renegada que um dia se reunificará com o território continental.
Assim, a China intensificou exercícios militares em torno de Taiwan, impôs sanções ao território autogovernado, a Pelosi e sua família e cortou a cooperação multissetorial com os EUA.
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